O MPMS (Ministério Público Estadual) ofereceu denúncia, nesta quinta-feira (27), contra o estudante de medicina, João Vilela, que atropelou e matou a corredora Danielle Correa de Oliveira, de 41 anos, na MS-010, em Campo Grande, no dia 15 deste mês.
Foram apontados três crimes pelo MPMS ao estudante, sendo homicídio, no caso da morte de Danielle, tentativa de homicídio no caso da amiga da corredora e embriaguez ao volante. “O denunciado, iniciou a condução de seu veículo assumindo o risco de produzir o resultado morte, denotando-se sua indiferença à integridade física alheia, visto que estava consciente do perigo concreto que poderia causar. Assim, acabou por colidir contra as vítimas”, diz parte da denúncia.
“O denunciado, mesmo estando com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool que havia ingerido, dirigiu seu veículo automotor na referida via onde se deram os fatos e, em razão da direção perigosa, já que fazia ‘zigue-zague’ quando tentava ultrapassar no local, colidiu com as vítimas que estavam participando de um treino de corrida, com outros corredoras e com carros de apoio”, fala a promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani.
Por último, o ministério pede pelo júri popular do estudante de medicina, que teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia. O acidente ocorreu no km 04 da rodovia, quando o estudante dirigia embriagado um Fiat Pulse e, nas proximidades do Parque do Peão, tentou realizar uma ultrapassagem e colidiu contra Danielle e uma colega de corrida.
Estudante de medicina chorou ao ouvir decisão de prisão
Vídeo da audiência de custódia do dia 16 deste mês mostra o estudante de medicina aos prantos ao ouvir a decisão do magistrado no Fórum de Campo Grande.
Nas imagens é possível ver o estudante de cabeça baixa e quando ouve a decisão do juiz vai aos prantos. Ele estava embriagado quando dirigia o carro e acabou atropelando Danielle, que treinava para uma maratona com um grupo, na MS-010.
João se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas era visível seu estado de embriaguez. O estudante utilizava uma pulseira de uma casa noturna localizada na Avenida Afonso Pena e, dentro do veículo, foram encontradas latas e garrafas de cerveja.
Motorista desorientado
A publicitária Gisele Dias praticava corrida com a vítima, e estava no grupo que treinava na manhã daquele sábado (15).
“Ele (o motorista embriagado) falava que estava indo para a casa dele, falava que morava em Campo Grande, outra hora ele falava que morava perto da Santa Casa, outra hora falava que morava perto do shopping, e a gente estava indo a Rochedo, estávamos a 7 km de Campo Grande”, detalhou a atleta.
“Ele (o motorista) estava muito distante de onde ele pensava que ele estava indo, totalmente sem noção de qualquer coisa”, completa Gisele.
“Não deveriam ser só crimes hediondos que deveriam ser inafiançáveis. Isso foi um crime hediondo, gente, precisa ser revisto isso. Não dá para a pessoa deliberadamente se embriagar, pegar o carro, sair, atropelar uma pessoa, matar uma pessoa, depois voltar para casa e seguir a vida dele. O rapaz, ele estava extremamente embriagado”, desabafou.
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