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Polícia

Quatro indígenas são presos e cinco policiais ficam feridos durante conflito na MS-156

Indígenas protestam há três dias por falta de água potável nas aldeias
Marcos Morandi, Lívia Bezerra -
(Marcos Morandi, Jornal Midiamax)

Quatro indígenas foram detidos e cinco policiais militares ficaram feridos na MS-156, região da aldeia Bororó, entre Itaporã e , onde ocorre um conflito indígena no início da tarde desta quarta-feira (27). No local, indígenas protestam pela falta de água há pelo menos três dias, pedindo pela construção de quatro poços e caminhões-pipa.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, cerca de 18 viaturas da PM estão no local, entre elas, o , PMR (Polícia Militar Rodoviária), Batalhão de Polícia Militar Rural e o Canil. Como não houve acordo entre os policiais e os indígenas no local, foram feitos disparos de balas de borracha.

Durante a tentativa de encerrar o protesto, os policiais detiveram quatro indígenas. Além disso, cinco policiais se feriram. Ainda conforme apurado no local, os manifestantes apedrejaram dez viaturas, que tiveram os vidros quebrados.

Equipes encaminharam os indígenas para a delegacia, enquanto os policiais militares feridos foram levados para atendimento médico no , em Dourados.

Ainda no início desta tarde, um caminhão-pipa chegou à região, possivelmente para atender a população indígena que protesta por falta de água. A rodovia entre Itaporã e Dourados continua totalmente bloqueada.

Choque mandou reforço com mais 60 policiais para região

Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são de que 60 policiais estão envolvidos na ação. Antes das 11 horas da manhã de quarta (27), três viaturas saíram do batalhão e outras duas devem sair para a área de conflito.

Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar para saber sobre a ação. Em nota, a Sejusp informou que todas as vias de negociação foram esgotadas. Confira a nota na íntegra:

“A Polícia Militar de , esgotadas todas as vias de negociação, e para garantir os direitos constitucionais, agiu na manhã desta quarta-feira (27) para desobstruir as rodovias estaduais que estavam bloqueadas. Com apoio do Corpo de Bombeiros Militar e de equipes da Agesul, removeram entulhos e apagaram focos de incêndio nas pistas. As forças de segurança manterão efetivo para garantir a paz em todo território sul-mato-grossense. O governo estadual reforça seu compromisso com a , refutando iniciativas político-eleitoreiras, e age em prol de um caminho de justiça e respeito. Em tempo, o governo de MS, por meio da SEC, se manteve em contínuo diálogo com todos os envolvidos em busca, sempre, de uma solução pacífica, e lamenta episódios de agressões e enfrentamentos.”

‘Só queremos água’

Pela manhã, indígenas reclamaram de conflito após três dias de ocupação na MS-156. Por isso, nesta quarta (27), o manifesto entrou no terceiro dia e até o momento segue sem solução.

“Podem até fazer o desbloqueio à força, mas não admitimos que entrem aqui na aldeia atirando contra os nossos parentes. Não estamos pedindo dinheiro e nenhum benefício próprio. Ao invés de água, mandam a polícia e nos dão tiros de borracha”, disse uma moradora da Aldeia Jaguapiru à reportagem do Jornal Midiamax, que acompanhou a chegada da tropa.

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