Uma policial penal foi presa em por apontar a contra um pedreiro e ameaçar policiais militares em Campo Grande, nesta segunda-feira (8). O pedreiro disse à polícia que estava em um terreno com sombra ao lado da casa da policial, em um bairro de Campo Grande.

Ele conta que parou para descansar e estacionou seu carro e cochilava dentro do automóvel, durante horário do almoço. Ainda segundo ele, a policial penal foi tirar satisfação, apontou a arma contra a sua cabeça e disse para ele sair do local.

O trabalhador então saiu e acionou a Polícia Militar via 190. A polícia então chegou e tocou o interfone da casa da policial penal. De primeiro instante ela não saiu, porém, enquanto o pedreiro relatava os fatos, a policial penal saiu alterada.

Os militares perguntaram o que teria acontecido e ela relatou que o rapaz parou em seu terreno e que não podia ficar ali. Perguntado sobre a arma, disse que pegou a pistola e o ameaçou para ele sair.

De acordo com a PM, a servidora então começou a xingar os policiais militares que se deslocaram em direção à porta da casa. Foi então necessário algemá-la para que não pegasse a pistola, segundo a polícia.

Consta no boletim de ocorrência que ela fechou o portão eletrônico com os policiais dentro da casa. Ainda segundo a PM, foi necessário pegar o controle dentro da residência em cima de um rack, onde a arma estava ao lado.

Quando era conduzida à delegacia, segundo o B.O., a policial penal fez várias ameaças contra os PMs. Foi acionado o apoio do para controlar a alteração, porém, representante do Sinsap-MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado de Mato Grosso do Sul) já estava presente e conseguiu fazer com que ela se controlasse e não foi necessário o atendimento.

O chefe de segurança do estabelecimento penal onde a servidora é lotada também esteve no local. Porém, segundo a Polícia Militar, ela ainda disse: “se eu ver algum PM na minha frente, eu vou atirar”, “eu vou colocar fogo nos PMs”, além de outros xingamentos.

A arma da funcionária pública, pistola Taurus PT-100, estava carregada e destravada, com 10 munições no carregador, uma na câmara e foi entregue nesta Depac Cepol.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, ela parecia estar sobre efeito de álcool ou remédio, e era de difícil compreender o que falava. Também foi relatado por vizinhos e colegas dela que a policial penal fazia uso de remédio controlado. A informação no local foi de que não era primeira vez que a policial penal se envolvia em confusão em posse de arma de fogo. O caso foi registrado na Depac Centro.