A Polícia Civil apreendeu computadores e celulares na casa do professor de educação física acusado de estuprar a própria filha, de 7 anos, em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado no último sábado (13) após a mãe da criança denunciar o professor, seu marido, pelo estupro da menina. 

Na manhã desta quinta-feira (18), policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) cumpriram mandado de busca e apreensão na casa da família. Na residência, foram apreendidos um notebook, um computador e um aparelho celular para a investigação. 

As mídias serão encaminhadas para à Perícia Criminal para análise. 

O Jornal Midiamax não revelará a cidade onde aconteceu o crime, nem nomes, para preservar a vítima, seguindo as diretrizes do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Estupro

As desconfianças da mulher vieram quando, no fim de semana, a filha reclamou de dores nas partes íntimas ao ir ao banheiro. A mãe viu então que a menina estava com assaduras.

Durante o depoimento na delegacia, a mulher contou que a filha vinha apresentando comportamento estranho, mais retraída que o normal, fazendo com que a mãe desconfiasse do marido, que seria muito agressivo. Além disso, sempre que ela saía com a menina, ele queria saber onde tinham ido e com quem conversaram. O casal está junto há 22 anos e tem outro filho, um rapaz.

A mãe da menina também chegou a relatar que no ano passado, quando chegou em casa, encontrou a porta do quarto trancada e a filha estava na companhia do pai dentro do cômodo.

Ela disse que ficou batendo na porta pedindo para que ele abrisse. Sendo que o professor abriu a porta depois de muito tempo dizendo que estava no banheiro, e por isso, demorou. A menina estava deitada em um colchão.

A tia da criança contou à polícia que quando o cunhado estava concorrendo a vaga de diretor em uma escola onde ministra aulas, uma das alunas que estava assistindo ao debate entre os concorrentes teria questionado o professor sobre ele ter dado bebidas alcoólicas para as adolescentes para sair com as alunas. Ele acabou perdendo a eleição. 

O caso segue em investigação pelas autoridades policiais.