Joe Magnum Arce de Souza é julgado nesta quarta-feira (15) por duplo homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima pelo assassinato de Luiz da Conceição Tierre, dono de um lava jato na Avenida das Bandeiras.

O crime aconteceu na manhã do dia 27 de maio de 2022e, na ocasião, por ‘erro na execução do crime’, Adriano Medeiros Pereira, que passava pelo local, acabou atingido pelos tiros e também morreu.

Joe negou que cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento com a ex, Nayara Aparecida da Silva, que estava na época do crime em um relacionamento com Tierre.

Em interrogatório, ele disse que ‘ficou cego no momento’ do crime e agiu por medo, pois estaria sendo ameaçado pela vítima. 

Aos jurados, o réu contou que tinha uma arma, que era de um falecido tio, mas que iria vendê-la a um primo, pois estava com dificuldades financeiras. 

(Henrique Arakaki, Midiamax)

No dia do crime, ele saiu para vender a arma e passou no lava jato de Tierre, onde Nayara estava, para pedir ajuda financeira à ex. Ele disse que as ameaças de Tierre começaram porque ele ligava e mandava mensagem para Nayara. 

Em uma de ameaças que recebeu, conforme o réu, Tierre havia afirmado que o mataria, e ainda teria mandado vídeos de pessoas mortas, afirmando que era aquilo que iria acontecer com Joe.

Joe ainda confirmou que disse à filha que teria que matar Tierre, porém, disse que a frase foi dita muito tempo antes. Afirmou ainda que tinha medo, pois sabia que Tierre andava armado e que a vítima fazia videochamadas atirando em árvores.

Questionado sobre a segunda vítima, o réu explicou que não imaginava que os disparos pudessem atingir outra pessoa. “Fiquei cego, perdi a cabeça”, disse. 

A promotoria ainda rebate o depoimento em que Joe diz que foi lá e discutiram antes do crime, pois as imagens de câmeras de segurança mostram que ele chegou por trás de Luiz e disparou.

Assassinato no lava jato

Pelas imagens é possível ver quando o atirador chega pela rua lateral e faz os disparos contra Luiz, que está no lava jato. A vítima corre para o meio da rua e é perseguida pelo criminoso, que atira outras vezes. Luiz foi executado na frente de pelo menos três funcionários.

O eletricista Adriano de Medeiros, que passava pelo local a caminho de seu trabalho, acabou atingido por um tiro embaixo da axila. Ele acabou perdendo o controle da motocicleta que pilotava, derrapando e caindo. 

O eletricista, Adriano Medeiros Pereira, estava a caminho da empresa onde trabalhava há 1 ano quando foi atingido pelos disparos e morreu. 

Os corpos estavam a uma distância de 60 metros.