Suspeito de esfaquear e atear fogo em jovem viva em (MG) é de Mato Grosso do Sul, de acordo com autoridades policiais daquele estado. Não foi informado de qual cidade de MS o autor é natural. A vítima trata-se de Layze Stephanie Gonzaga Ramalho da Silva, 21 anos, encontrada com o corpo em chamas por um caminhoneiro, às margens da BR-040, em Pedro Leopoldo, Grande BH, na noite desta segunda-feira (19).

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e a levou até o João XXIII, onde morreu após dar entrada, segundo informações do site de notícias Itatiaia. Layze teve 90% do corpo queimado e foi vítima de sete facadas.

O suspeito chegou a dizer que entregou a vítima a traficantes do bairro Pindorama, região Noroeste de Belo Horizonte, para um ‘desenrolo de dívida'. Preso na manhã desta terça-feira (20), ele tem passagens por tráfico internacional de drogas e mantinha um relacionamento com Layze há um mês. Uma funcionária de um motel de Belo Horizonte também foi presa.

O suspeito, de 34 anos, apresentou diferentes versões, entrou em contradição, não respondeu várias perguntas e negou participação na morte. “Minha participação nisso, como a família dela sabe, foi levar ela lá (bairro Pindorama). Tanto que ninguém sabia que iria acontecer isso. (Traficantes) Falaram que era sobre dívida. Só pediram para deixar ela lá, para ser um desenrolo de dívida. Deixei ela em um bar, numa praça. Vi só ela saindo com o pessoal e não tive mais acesso a ela”, disse o suspeito à Itatiaia. A versão dele é contestada pela família da vítima.

Ainda conforme o suspeito, ele reencontrou Layze nesta segunda-feira (19), após a jovem pedir para ele buscá-la em uma chácara, onde estava sendo torturada. Ele contou que Layze estava machucada e que a levou para um motel. Questionado por que não chamou a polícia ou procurou um hospital, ele respondeu que ela estava com medo dos traficantes.

Apesar de negar participação no crime, a família da vítima disse que o suspeito fez uma chamada de vídeo para a mãe de Layze, pedindo R$ 30 mil para libertá-la. No vídeo, Layze aparecia machucada. “Não fiz ameaça nenhuma, até porque não estava devendo nada. Ela me pediu uma ajuda, que foi buscar nessa chácara onde bateram nela”, disse.

Para o pagamento do resgate, o suspeito informou uma chave Pix da funcionária do hotel presa nesta segunda-feira (20). De acordo com a polícia, ela foi sequestrada e estava sendo mantida em cárcere privado desde o domingo (11) de Carnaval.

Dívida
A mãe de Layze disse aos policiais que a filha tinha envolvimento com o tráfico de drogas e que estava devendo cerca de R$ 15 mil para bandidos. Já a polícia aponta que a dívida era de R$ 30 mil.

A família da jovem conta que, desde o desaparecimento, passou a receber ameaças, para quitar a dívida. Caso contrário, ela seria morta pelo “tribunal do crime”. A família tentou juntar para pagar, mas não conseguiu todo valor.

Prisão
Militares tiveram acesso à chave Pix enviada para o pagamento da dívida. Os policiais encontraram o suspeito e a mulher em um carro nas imediações do bairro Leblon, região de Venda Nova, em BH. O veículo foi alugado pela suspeita, que nega participação no crime. Ela afirmou aos policiais apenas ser a dona da chave Pix repassada à família da vítima.

Apresentado como namorado
A mãe da vítima contou que o suspeito ficou de quinta-feira a domingo de Carnaval na casa da família, no bairro Pindorama. Ele se apresentou como namorado da jovem e prometeu mudar a vida da vítima.

“Ela o levou como namorado, apresentou para o pai, e ele falou que ia mudar a vida dela, que ia transformar a vida dela, que ia tirá-la das drogas. A gente acreditou. Na véspera do Carnaval eles saíram e chegaram no outro dia com problemas. Ele estava bastante nervoso, parecia que a estava forçando a falar as coisas e tomou o celular dela”, disse a mãe.

Segundo a , Layze estava desaparecida desde a segunda-feira (12) de Carnaval, foi torturada e ainda levou sete facadas antes ter o corpo queimado. O preso disse que a participação dele no crime foi entregar a jovem a traficantes do bairro Pindorama, região Noroeste de Belo Horizonte. A motivação seria uma dívida de R$ 30 mil com o tráfico.

“Ele falou que tinha que pagar R$ 30 mil que estava devendo de droga. Senti muito medo de chamar a polícia. Quero Justiça. Minha filha era linda e morreu de uma maneira muito cruel. Matou minha filha muito cruel, muito mesmo. Não tem jeito de não ser ele que matou minha filha. Ele estava com a minha filha lá há muitos dias. Não sei o que vai ser da minha vida, porque Deus também está para tirar meu marido”, disse a mãe, aos prantos, citando o marido que está doente.

(Informações/ Itatiaia)