Neste dia 6 de Dezembro, lembrado como Dia Nacional da Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a Delegada Titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Dra. Elaine Cristina Ishiki Benicasa, usou as do órgão para dar alguns recados à população.

“É importante trazer dois pontos: a necessidade de informação a esses homens, desde a sua tenra , desde a infância, passando pela adolescência, para que esses meninos não sejam futuros agressores de mulheres. Então, trazer princípios básicos de igualdade, de civilidade, de respeito ao gênero feminino; mas também, algo que a lei traz de uma forma bastante incisiva, que é a reeducação de homens já agressores, para que nós possamos reinseri-los novamente, e por que não nesse mesmo seio familiar, onde já houve a violência doméstica?”, explicou, no vídeo.

E continua. “Também para evitar que estes homens reincidam em outros crimes, em outros arranjos familiares que eles possam vir a ter… Eu costumo dizer que essa luta não é apenas das mulheres, dos órgãos públicos ou das entidades privadas, mas também dos homens. Então, convocamos todos vocês, homens, para que possamos, juntos, batalhar e unir forças pelo fim da violência contra as mulheres”, disse.

Veja, abaixo, o vídeo completo:

Importância do combate à violência contra as mulheres

De acordo com a Agência Galvão, que preparou o “Dossiê: Violência Contra as Mulheres”, o feminicídio é “a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a ou a tratamento cruel ou degradante”.

Lourdes Bandeira, socióloga, pesquisadora e professora da Universidade de , que contribuiu para o dossiê, explicitou que o feminicídio “representa a última etapa de um continuo ato de violência que leva à morte. Seu caráter violento evidencia a predominância de relações de gênero hierárquicas e desiguais. Precedido por outros eventos, tais como abusos físicos e psicológicos, que tentam submeter as mulheres a uma lógica de dominação masculina e a um padrão cultural de subordinação que foi aprendido ao longo de gerações”.

Dados estatísticos de feminicídio em Mato Grosso do Sul

Em relatório divulgado pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) no mês de Agosto de 2023, em um comparativo de Janeiro a Julho do presente ano, 16 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado – o menor número já registrado nos últimos 7 anos.

Conforme informações atualizadas até o mês de Dezembro, o número de feminicídios já ultrapassa 20. Somente em Campo Grande, em 2023, foram registrados 8 crimes com essa classificação.

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