Uma comerciante de e brinquedos infantis, de 29 anos, entrou em desespero nessa segunda- (15) após ter o aparelho celular roubado de sua loja no Centenário, em Campo Grande, e acabou correndo com uma escada atrás do ladrão na tentativa de derrubá-lo para recuperar o aparelho. 

Em contato com o Jornal Midiamax, a comerciante explicou que o já estava ‘cuidando’ a loja para roubar e entrou por volta das 19 horas, horário que ela costuma encerrar o expediente e estava sozinha, com a filha de 4 anos. “Esse rapaz estava me cuidando para roubar a loja. Assim que meu esposo saiu, ele entrou. Estávamos só eu e minha filha, ele entrou e falou assim: ‘é um assalto, não reage, só me dá o celular’. Na hora já entreguei e falei ‘não chega perto da minha filha’, nisso ele já virou as costas e saiu. Eu saí na rua e gritei por socorro”.

Desesperada e na tentativa de derrubar o assaltante para recuperar o celular, ela correu com uma escada atrás do autor e felizmente conseguiu o aparelho de volta. “Peguei uma escada para tentar derrubar ele, porque eu percebi que ele não estava com uma de fogo e sim com uma arma branca. Um homem me ouviu, me ajudou a segurar ele e pegou meu celular de dentro da calça dele. Mesmo assim o ladrão conseguiu fugir. Sei que foi arriscado correr atrás dele para recuperar o celular, mas me deu raiva, pois se não fizesse nada e fosse fácil assim, ele volta”, relata a proprietária.

A filha dela ficou traumatizada ao presenciar o assalto e agora não quer que a mãe vá para o trabalho. “Na hora do assalto, ele olhou para ela e esse foi meu maior medo, mas não deixei ele nem chegar perto dela. Assim que pediu o celular, já entreguei para ele o que queria para que não chegasse perto da minha filha. Ela ficou traumatizada e só fica dizendo que na loja tem homem mal, mas ficou com mais medo pela confusão depois, por eu ter corrido atrás dele. Ela falou que não quer mais que eu vá trabalhar e fica chorando”, comenta.

Pelas imagens das câmeras de segurança, é possível ver que o rapaz aparenta ser jovem e usava um casaco, de cor vinho, calça e chinelo preto. Ainda conforme a vítima do assalto, ele teria menos de 20 anos e utiliza uma máscara para dificultar a identificação.

Com apenas 7 meses de loja na Rua Lagoa da Prata, essa foi a primeira vez que a comerciante foi assaltada, e agora lida com o trauma e a sensação de que o ladrão pode voltar. “No dia seguinte, não abri a loja pela manhã, já no período da tarde meu irmão ficou lá comigo. Fiquei um pouco traumatizada e com a sensação de que ele iria voltar. Agora só trabalho olhando para fora o tempo todo”, disse.

Conforme a proprietária, os assaltos na região são constantes, principalmente com pedestres. No local, há uma galeria com cinco salões comerciais, onde as proprietárias são todas mulheres e estão com medo de ser as próximas vítimas.