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Polícia

‘Um pesadelo que não acaba’: família se despede de Karolina, morta pelo ex-namorado

O autor do crime foi preso e já está em um presídio de Campo Grande
Thatiana Melo, Mirian Machado -
(Henrique Arakaki, Midiamax)

Abalados com a trágica morte de Karolina Silva Pereira, de 22 anos, vítima de feminicídio em Campo Grande, no dia 30 de abril, familiares e amigos se despediram da jovem nesta quarta-feira (3), após ser declarada na tarde de terça-feira (2) a sua morte cerebral. O autor do disparo e ex-namorado da jovem está preso e agora responderá pelo crime, além do homicídio de Luan Roberto de Oliveira, de 24 anos.

O padrasto de Karolina falou com o Jornal Midiamax e disse que a família estava em casa quando o crime aconteceu. “Estamos vivendo um pesadelo que nunca acaba”, falou Luís sobre o sentimento de dor após a morte de Karolina. A mãe da jovem, muito abalada, não quis falar com a imprensa. A mulher tinha acabado de passar por uma cirurgia quando o crime aconteceu, no Jardim Monumento. 

Karolina, segundo o padrasto, era uma pessoa apaixonada por cuidar de pessoas, e por isso, teria feito um curso técnico de enfermagem se formando no dia 13 de abril deste ano. Ela estava trabalhando na pizzaria, como um ‘bico’, para pagar o Coren (Conselho Regional de Enfermagem). Karolina ainda trabalhava de dia como recepcionista. 

“Era sempre muito alegre, gostava de dançar, de sair com os amigos”, falou o padrasto. Um tio de Karolina disse que a última vez que viu a sobrinha foi há 10 dias, quando ela deu uma carona para ele. Sobre o assassino, o tio falou: “lobo na pele de cordeiro”. 

Todos pedem por Justiça e que o autor fique preso e pague pelos crimes que cometeu. O acusado do homicídio de Luan Roberto de Oliveira, de 24 anos, e do feminicídio de Karolina já foi encaminhado para um presídio. 

Karolina teve morte cerebral declarada nessa terça-feira (2) (Foto: Reprodução)

Premeditação

De acordo com o advogado, antes de se entregar para a polícia, o assassino contou que dias antes de atirar contra Luan e a ex-namorada teria visto os dois se beijando em frente à casa dela e que, a partir desse dia, começou a planejar a morte da ex-companheira de 22 anos. A versão se diverge do relato das famílias das vítimas, que afirmam que os dois eram só amigos.

O rapaz ainda teria dito ao advogado que, como tinha cinco balas, o plano era usar duas na mulher e as três restantes em si mesmo e que, inicialmente, não planejava matar Luan. A arma usada para cometer o crime foi comprada de um desconhecido há muito tempo e ninguém tinha conhecimento da pistola porque era guardada em um quarto onde ninguém entrava.

O advogado ainda contou que o autor do crime tinha esperanças de reatar o relacionamento que durou seis meses e que tinha sido rompido há cerca de uma semana. 

No dia do assassinato, ele mandou por três vezes mensagens perguntando para a ex-namorada se estava se relacionando com outra pessoa e ela negou. Porém, ainda conforme o relato do advogado, o suspeito supostamente teria visto ela com Luan, considerou a atitude “desonesta” e continuou com o plano de assassiná-la.

O homem, então, foi até a casa dela para esperá-la. Quando viu o casal, se aproximou e apontou em direção à ex-namorada, atirou na jovem e Luan reagiu perguntando: “o que é isso?” Em seguida, ele atirou no tórax de Luan e atirou novamente na ex-namorada. Luan morreu no local.

O advogado Caio Moura diz que o cliente contou a ele que não tinha a intenção inicial de assassinar Luan e que se ele tivesse corrido não teria atirado contra ele. A intenção do assassino no início era matar a ex-namorada.

Depois do crime, ele contou que ainda teria tentado se matar, mas as balas “picotaram”, ou seja, falharam no momento do disparo.  

Dispensado do Exército

O advogado do autor do crime, Caio Moura, contou ainda que o cliente pediu dispensa do Exército há dois anos por problemas psicológicos depois de ter tentado se matar. 

Conforme a explicação do advogado, o assassino tem depressão profunda, porém não tem diagnóstico porque teria passado apenas por uma psicóloga e depois de ter saído do Exército não procurou atendimento com psiquiatra. 

Além disso, de acordo com o cliente, o contexto de ter depressão e passar o dia todo no quarto contribuiu para que ninguém entrasse no ambiente e soubesse sobre a arma escondida. Ele se entregou à polícia na noite de domingo (30) e foi interrogado pela delegada Elaine Benicasa.

Caio Moura explicou que deve entrar com pedido de liberdade do cliente e do pai do assassino, já que no sítio dele, onde o autor do crime se escondeu, foi encontrada uma arma modificada. Ele teria alterado uma arma de chumbinho para uma ponto 22 com a finalidade de “proteger” a propriedade. 

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