Jamil Name Filho, último réu a depor no julgamento sobre o assassinato de Matheus Coutinho em abril de 2019, iniciou o interrogatório pouco antes das 18h. Ele começou dizendo estar feliz em voltar para Campo Grande. “Fico feliz de estar de volta a minha terra depois de 4 anos para esclarecer esse fato lamentável”, disse.

Um pouco emocionado, lembrou que o pai, Jamil Name, que morreu no presídio de Mossoró ‘falando sozinho’.

Name disse que tem um filho, de 15 anos, que não quer frequentar mais a escola por sofrer bullying de pessoas que o ameaçam e querem agredi-lo, dizendo que o pai dele é narcotraficante. O filho do meio faz faculdade de Direito e o mais velho fazia Educação Física.

Relembrou que os avós vieram por volta de 1915/1920 de uma aldeia entre a Turquia e a Síria. Primeiro ficaram em São Paulo e depois vieram para Campo Grande.

Ao ser questionado se conhecia Zezinho – apontado como pistoleiro que executou Matheus Coutinho -, disse que não. O juiz então citou que Zezinho morreu no mesmo estado em que o Name estava preso. “É uma coincidência, uma coisa que me chama atenção, que também me intriga”, falou.

Negou também atuar com jogo do bicho, ao ser questionado. “Doutor, eu não atuo no ramo do jogo do bicho”, disse.

Segundo dia do júri

Neste segundo dia do júri considerado da ‘década’, sentaram no banco para depor Eliane Benitez Batalha, a peça-chave da operação desencadeada após o assassinato de Matheus, em 2019, filho do ex-militar Paulo Xavier, conhecido como ‘PX’. Os três réus também prestaram depoimentos nesta terça-feira.