O professor suspeito de estuprar uma criança, de 6 anos, no banheiro de uma Emei (Escola de Infantil) de Campo Grande será afastado da unidade durante a apuração dos fatos. A informação foi dada pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) na tarde desta segunda-feira (11).

A secretaria disse, em nota, que tomou conhecimento do caso, que ocorreu na última quarta-feira (6), e repudia qualquer ato de abuso e violência. 

“A Rede Municipal de Ensino por meio de sua Assessoria Jurídica já está tomando as medidas cabíveis conforme regimento interno, que prevê instauração de sindicância administrativa para averiguação dos fatos e afastamento do da unidade, durante a tramitação de todo o processo”, diz a nota.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, por meio da Depca (Delegacia Especializada de à Criança e ao Adolescente).

Entenda o caso

De acordo com o pai da vítima, que não quer ser identificado, no dia do ocorrido a criança apresentou uma apatia incomum. Ao tentar entender o que havia acontecido, a menina disse que o professor tocou em suas partes íntimas e pediu que ela fizesse o mesmo com ele.

Ainda conforme o relato, a criança disse que, no banheiro, o professor começou a tocá-la nas partes íntimas e, então, tirou sua calça. Assustada, a vítima pediu para sair do local, momento em que o professor a liberou. 

Pai procurou a imprensa para denunciar o caso. (Alicce Rodrigues)

À reportagem do Jornal Midiamax, o pai da vítima informou que toda a família está arrasada com a situação. “Eu e minha esposa, desde o ocorrido, não comemos, não dormimos… Estamos sem chão. E o que complica ainda mais a situação é que não tivemos nenhum apoio da escola. Tanto a diretora, quanto a psicopedagoga só pensaram na própria reputação – e disseram isso pra nós. Diversas vezes, o discurso foi ‘pensem bem no que vocês vão fazer com a nossa reputação’, sem qualquer preocupação com o bem-estar das crianças que estudam no local”, explicou.

Ele ainda relatou que, ao registrar o boletim de ocorrência, foi informado que aquela não era a primeira denúncia contra o professor. 

Saiba Mais