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Polícia

Relator alega ‘tumulto no processo’ e desconsidera relação entre acidentes provocados por médico

MPMS anexou no processo reportagens de acidente provocado pelo médico no dia 8
Danielle Errobidarte -
Médico residente por João Pedro da Silva Miranda Jorge. Carro da vítima do último acidente (Foto: Reprodução)

O relator do processo da morte de Carolina Albuquerque Machado, o desembargador José Ale Ahmad Netto, determinou que não haja relação entre o acidente que terminou na morte da jovem e o causado pelo médico João Pedro da Silva Miranda no último dia 8 deste mês. A decisão, datada desta quinta-feira (22), considerou “tumulto no processo” os documentos de matérias jornalísticas anexados pelos assistentes de acusação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) considerou que “é necessário ponderar que os novos supostos crimes de trânsito são completamente estranhos aos autos e ocorridos após mais de cinco anos do caso em análise”.

Além disso, decidiu que “os documentos juntados pelo assistente de acusação servem apenas para causar tumulto processual, não interferindo no acervo probatório até então aqui reunido”. Em seguida, determinou o desentranhamento da petição, ou seja, que os documentos não sejam usados.

Habeas corpus negado

A Justiça indeferiu pedido de habeas corpus para soltar o médico, na última sexta-feira (16).  A decisão é do desembargador Jairo Roberto de Quadros, que negou o pedido de liberdade do médico residente que está preso preventivamente.

Neste último acidente, João Pedro se recusou a fazer o teste de bafômetro, porém, de acordo com a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez. Ele conduzia uma caminhonete Amarok quando, no cruzamento da Rua Paulo Machado com a Avenida Rubens Gil de Camilo, colidiu com um veículo Corolla. A motorista foi socorrida para a Santa Casa com suspeita de fratura no quadril.

Em 2017, João Pedro se envolveu em acidente que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado. Ele chegou a ser condenado a dois anos de prisão por causar o acidente que resultou na morte de Carolina.

Na época, dia 2 de novembro de 2017, a vítima voltava para a casa de madrugada com o filho pequeno, quando foi atingida pela caminhonete do por João na Avenida Afonso Pena, que trafegava a 115 Km/h. A advogada não resistiu ao impacto e morreu no local, porém, o filho dela escapou sem ferimentos graves.

O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Afonso Pena e a Rua Paulo Coelho Machado. João dirigia uma caminhonete Frontier, também sob influência de álcool. Após o acidente, o autor fugiu do local.

Em janeiro de 2017, João também se envolveu em acidente de trânsito bêbado. O acidente aconteceu na rotatória da Avenida Tamandaré com a Euler de Azevedo.

João conduzia a caminhonete Frontier quando atingiu um veículo Fiat Uno onde estava mãe e filho, que ficaram feridos e foram socorridos para Santa Casa. O autor também fugiu do local do acidente.

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