Destinado aos familiares de vítimas de crimes graves como homicídio e feminicídio, já está em funcionamento em Campo Grande o Projeto Acolhida. E a expectativa é de que, em breve, o atendimento mais humanizado oferecido seja levado também para as cidades do interior do Estado.

A informação foi divulgada pelo superintende da MS (Secretária de Estado de Justiça e de Mato Grosso do Sul), Tiago Macedo. “Vamos ampliar começando por Dourados, alcançando principalmente as aldeias indígenas pela necessidade desses serviços e também a cidade, até atendermos todo o Estado”, explica.

O objetivo do Projeto Acolhida é oferecer apoio e recursos necessários durante o processo de luto e recuperação, ofertando encaminhamento e atendimento mais rápido e humanizado a serviços de saúde e acompanhamento psicológico, auxílio funerário, inclusão em programas sociais e atendimento de demandas previdenciárias, orientações sobre inventário, entre outros atendimentos.

Um dos primeiros encaminhamentos do Projeto Acolhida foi oferecido pela 6ª Delegacia de Polícia Civil. O delegado Camilo Kettenhuber destaca a necessidade de atendimento mais humanizado aos familiares das vítimas.

“Não tínhamos nada destinado aos familiares que já estão enfrentando um momento tão difícil. Apresentamos o projeto em nossa delegacia e foi impactante. O familiar ficou impressionado com esse apoio. Não tínhamos nada parecido”, destaca.

A iniciativa conta com apoio do (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), das secretarias de Assistência social, Saúde e Educação. Para atender as famílias, mais de 140 servidores foram treinados.

O tipo de atendimento que os familiares das vítimas necessitam serão informados em um formulário semelhante ao Boletim de Ocorrência, registrados nas delegacias. As informações serão disponibilizadas no sistema que funciona de forma integrada para que os encaminhamentos sejam direcionados aos setores conforme às necessidades.

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