O PM reformado José Roberto de Souza, acusado do assassinato do empresário Antônio Caetano, de 67 anos, no Procon no dia 13 de fevereiro deste ano, durante uma audiência de conciliação, foi denunciado pelo (Ministério Público Estadual), segundo o advogado de defesa José Roberto da Rosa.

De acordo com a defesa, o policial foi denunciado no começo de março pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o advogado, foi feito pedido de acompanhamento psiquiátrico que começou no dia 8 deste mês.

“Preciso saber o estado mental dele (policial) no dia do crime”, disse José Roberto Rosa ao Jornal Midiamax, que agora espera pelos laudos do psiquiatra. Ainda segundo Rosa, são 10 dias que a defesa tem para responder à acusação. 

Advogado de defesa, José Roberto Rosa

No dia 16 de fevereiro, o policial se apresentou na junto do advogado para prestar esclarecimentos sobre o crime. De lá, ele foi levado para o presídio militar.

Discussão e deboche

No dia da do policial, a defesa alegou que ele agiu mediante violenta emoção, após ter outras discussões com o empresário Antônio Caetano, de 67 anos. Conforme o advogado José Roberto da Rosa, o militar reformado firmou um acordo com Caetano, para um serviço na SW4 dele. Assim, Caetano prestaria o serviço de retífica do motor do veículo.

O valor teria ficado em R$ 30 mil, mas ainda conforme a defesa, Caetano teria apresentado uma nota fiscal de R$ 22 mil. A partir daí começaram os problemas com José de Souza.

O caso acabou precisando ser levado ao Procon, onde houve uma primeira audiência de conciliação, no dia 10 de fevereiro. Assim, Caetano se comprometeu a levar a nota fiscal no valor correto no dia 13.

No entanto, segundo o advogado, o empresário teria levado novamente a nota no valor de R$ 22 mil. Além disso, cobrava os R$ 630 de duas trocas de óleo feitas na SW4 do policial reformado.

PM foi reformado por problemas psicológicos

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax na época, o militar foi para a reserva remunerada em 2011, sendo reformado já em 2015. Isso teria ocorrido por problemas psicológicos, no entanto, não foram especificados quais seriam esses problemas.

Ele estava com registro da arma vencido há 8 anos, segundo informações do inquérito policial. Delegado responsável pelo caso, Antônio Ribas, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, anexou ao inquérito consultas ao sistema Infoseg/DPF/Sinarm. O ofício detalha que José Roberto tinha em seu nome uma arma com o mesmo calibre da usada no crime, mas que estava com o registro vencido.

De acordo com o inquérito, o registro da arma de José estava vencido desde o dia 9 de março de 2015, o que, segundo o inquérito, sugere que seria a arma usada no assassinato do empresário. 

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