Foi condenado o policial militar Flaudemir Justino Alves, por fazer parte de uma organização criminosa de contrabando de cigarros, em Mato Grosso do Sul. Ele chegou a ser preso em 2011, durante deflagração da Operação Alvorada Voraz, feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

A decisão de sua condenação foi por corrupção passiva, já que ele foi apontado como intermediário da organização criminosa. A publicação saiu no Diário da Justiça nessa segunda-feira (8). A condenação foi após 12 anos da deflagração da que apreendeu 30 carretas de cigarros contrabandeados. 

O policial foi condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de corrupção passiva e ainda foi feito o pedido para a exclusão do militar dos quadros da PMMS. 

Policiais membros da quadrilha

A organização criminosa contava com a conivência de policiais. Investigações, na época comandadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pela Polícia Rodoviária Federal, apreenderam cerca de 50 veículos que atuavam com contrabando. Entre os veículos, 30 carretas com cigarros do Paraguai, o que significa: 750 mil pacotes do produto, ou 7 milhões de maços.

Sete policiais estavam envolvidos e segundo as informações repassadas, os policiais militares cobravam entre R$ 3 e 6 mil reais.

Contrabando de cigarros

A quadrilha tinha base na região oeste de Mato Grosso do Sul, principalmente nos municípios de e Bela Vista. Entre os crimes praticados, o grupo vai respondeu por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. 

Na época foram cumpridos 30 mandados de busca e e outros 17 de temporária.

A maior parte das apreensões ocorreu nas BRs 163 e 262, mas os contrabandistas também tinham preferência parar passar com a carga ilegal pelas estradas estaduais. Um dos trajetos citados foi: Bela Vista, Jardim, Nioaque, Sidrolândia, Campo Grande.

O carregamento, que saía do Paraguai, seguia posteriormente para outros estados, além de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, e Paraná.