Um médico foi resgatado na manhã desta quinta-feira (15) após ficar cerca de 30 dias em cárcere privado, sendo obrigado a comprar e consumir drogas, em uma casa da Vila Palmira, em Campo Grande. Um casal foi preso acusado de manter o médico refém.

Conforme explicado pelo delegado Roberto Guimarães, da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), os policiais receberam uma denúncia anônima de que o médico era mantido em cárcere. Durante monitoramento da residência, foi identificado um homem de 35 anos chegando ao local, já conhecido pelos policiais por envolvimento no tráfico de drogas.

Ao ser abordado, o homem correu para o imóvel e tentou fugir pulando o muro, mas foi contido. O médico, que atua na região da fronteira de Ponta Porã com o Paraguai, foi localizado em uma edícula nos fundos da casa e era mantido no cômodo sendo obrigado a fazer consumo de pasta base de cocaína.

A proprietária da residência, de 32 anos, também foi presa e alegou que apenas alugava o espaço para a vítima. “Toda vez que o médico tentava fugir o casal dava mais droga para ele, o que fez com que contraísse uma dívida. Ele já tinha feito várias transferências bancárias. Era uma forma de manter ele em cárcere e cada vez mais se endividar”, explica o delegado Roberto Guimarães.

O namorado do médico também foi encontrado na residência e os dois estavam vivendo em condições sub-humanas. “Tinha restos de comida espalhados pela edícula e o colchão estava no chão”, afirma o delegado.

Foram apreendidos diversos comprovantes bancários de transferências feitas pelo médico, além de maconha, pasta base e cocaína.