O mês de maio começou com dois julgamentos de tentativa de feminicídio, um ocorrido na terça-feira (2) e outro acontece nesta quarta (3). Apesar de crimes graves, os destaques para o mês são julgamentos de um caso que envolve o chamado “Tribunal do Crime”, de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), o do pedreiro Cleber de Souza Carvalho e o homicídio do policial civil Marcílio de Souza.

No dia 12 de maio, por exemplo, vai a julgamento o pedreiro Cleber de Souza Carvalho. O serial Killer confessou 7 assassinatos. Dessa vez, ele será julgado pelo assassinato do idoso Hélio Taira, de 73 anos. O corpo da vítima foi localizado em maio de 2020. O crime teria ocorrido no dia 26 de novembro de 2011, quando Cleber prestava serviços de jardinagem junto com a vítima e, após desentendimento entre eles, golpeou diversas vezes a cabeça do idoso a paulada, cavou um buraco e enterrou o corpo. Ele ainda concretou o local.

No dia 17, será o julgamento de Gustavo Barros Benites, acusado de assassinar o policial civil de Mato Grosso do Sul Marcílio de Souza no Paraguai. O crime ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2014, em Ypejhú, na faixa de fronteira entre Brasil e Paraguai, na região de Paranhos. O julgamento ocorre após o processo de extradição do acusado, concluído em 2021.

No dia do crime, o policial teria ido até uma paraguaia para passar informações sobre o furto de um trator agrícola ocorrido em Sete Quedas. Quando voltava para Paranhos, resolveu parar em uma lanchonete, a 100 metros da faixa de fronteira. Após pedir uma garrafa d'água, foi surpreendido por um homem que estava em uma moto sem placas e desferiu um tiro de calibre 12.

O disparo acertou a nuca do policial, que foi encaminhado para o hospital de Paranhos, onde morreu. A foi abandonada no local do crime e apreendida pela polícia paraguaia. O policial morto estava armado com um revólver calibre 38 e uma pistola calibre .40 com dois carregadores e munições de reserva.

Já no dia 23, o julgamento é de membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) pela morte de Rudnei da Silva Rocha, conhecido como ‘Babidi', encontrado decapitado em 2017, no Indubrasil. A vítima foi mantida em cárcere privado até o “julgamento”, no qual era acusada de pertencer a uma facção criminosa rival.

O corpo de Rudnei foi encontrado em uma casa enrolado em um cobertor com a cabeça ao lado, no Bairro Santa Emília.

As sessões do Tribunal do Júri são abertas ao público em geral e têm início às 8 horas.