Pular para o conteúdo
Polícia

Ex-PM que matou empresário a tiros no Procon tem internação psiquiátrica negada pela Justiça

Defesa alegou que ex-policial está com sintomas depressivos
Thatiana Melo -
(Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

A defesa do ex-policial militar, José Roberto de Souza, pediu pela sua psiquiátrica alegando que o acusado da morte do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, na sede do Procon-MS (Secretaria Executiva de Proteção e Defesa do Consumidor), em fevereiro deste ano, está com sintomas de depressão.

Em seu pedido, a defesa alega que “a necessidade de internação psiquiátrica para manejo de medicamento e controle ambiental, em razão de apresentar déficit no controle de impulsos com piora dos sintomas depressivos, alteração no apetite, pensamentos de morte com risco a si, além de forte fissura e momentos de alterações comportamentais”.

Ao analisar o pedido, o (Ministério Público Estadual) opinou pelo indeferimento, sendo remetido ao juiz Aluízio Pereira que em seu parecer negou a internação psiquiátrica, “uma vez que se encontra preso preventivamente, não se mostra possível encaminhá-lo ao Nosso Lar, porquanto, não é estabelecimento pertencente ao sistema prisional, o qual não pode promover a devida escolta, nem tem o dever legal de manter presos em seu estabelecimento.”

O magistrado ainda diz que “como bem destacou o Parquet na manifestação de f. 626-9, não restou demonstrado no requerimento supra que o local em que está custodiado não tenha condições de providenciar-lhe um adequado tratamento médico ou encaminhá-lo, apenas quando for estritamente necessário.”

O julgamento de José Roberto está marcado para o dia 29 de novembro, às 8 horas, no Tribunal do Júri. O ex-policial será julgado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima maior de 60 anos de idade e porte ilegal de arma de fogo.

Discussão e deboche

No dia da prisão do policial, a defesa alegou que ele agiu mediante violenta emoção, após ter outras discussões com o empresário Antônio Caetano. Conforme o advogado José Roberto da Rosa, o militar reformado firmou um acordo com Caetano, para um serviço na SW4 dele. Assim, Caetano prestaria o serviço de retífica do motor do veículo.

O valor teria ficado em R$ 30 mil, mas ainda conforme a defesa, Caetano teria apresentado uma nota fiscal de R$ 22 mil. A partir daí começaram os problemas com José de Souza.

O caso acabou precisando ser levado ao Procon, onde houve uma primeira audiência de conciliação, no dia 10 de fevereiro. Assim, Caetano se comprometeu a levar a nota fiscal no valor correto no dia 13.

No entanto, segundo o advogado, o empresário teria levado novamente a nota no valor de R$ 22 mil. Além disso, cobrava os R$ 630 de duas trocas de óleo feitas na SW4 do policial reformado.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Nunes Marques pede vista e suspende julgamento de Palocci no STF

Peña diz que espionagem do Brasil ‘reabre velhas feridas’ da Guerra do Paraguai

Jovem até então desaparecida é encontrada em Três Lagoas

Motorista foge e abandona carro com 976 Kg de maconha na BR-376

Notícias mais lidas agora

Após adiar por quatro vezes, CNMP vai julgar relatório sobre inspeção no MPMS

detran direitor

Ex-diretor do Detran-MS é absolvido por supostas contratações irregulares

DJ nascida em Dourados é presa em Portugal por exploração sexual

Decisão do TCU sobre controle de bebidas é suspensa pelo STF

Últimas Notícias

Cotidiano

Amigos fazem vaquinha para ajudar mecânico Leonardo que sofreu grave acidente

Sofreu um grave acidente de moto na Avenida Vitor Meirelles

Polícia

Mulher invade casa com bebê no colo, agride adolescente e bota fogo em roupas de marido

Os policiais encontraram a autora em um bar

Brasil

Anvisa proíbe suplementos alimentares com ora-pro-nóbis

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi adotada porque a planta

Cotidiano

VÍDEO: tamanduá vai parar em bar na noite desta sexta em Campo Grande

O animal mede entre 1,8 e 2,1 metros de comprimento e pesa até 41 kg