A polícia finalizou as investigações e indiciou três pessoas por triplo assassinato de João Valdecir Gomes Dias, Paulo José de Souza e Agnaldo de Oliveira Martins, ocorrido durante uma briga familiar em um bar de , a 374 quilômetros de Campo Grande

No dia do crime (26/02), a polícia localizou duas pessoas mortas no local com golpes de faca e projétil de arma de fogo, uma deles, com o rosto deformado devido à gravidade das lesões.

Uma das vítimas, Agnaldo, estava armada com uma espingarda em um bar do assentamento. Em seguida, teve uma briga com João, que tentou pegar sua arma, para entregá-la à polícia, mas a esposa de Agnaldo tentou impedir e agrediu o homem, quando iniciou a entre os três e Paulo.

João e Paulo foram agredidos pela vítima, que se apossou de uma faca e ainda desferiu golpes contra eles, deixando-os caídos no chão, sendo auxiliado pela esposa, que foi autuada em flagrante.

Após as facadas, compareceu ao local o irmão de João, de 50 anos, armado com uma espingarda calibre .38 e quando viu seu irmão caído atirou conta a Agnaldo, que ainda estava com duas facas nas mãos. Ele foi autuado por homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Durante as investigações, a polícia descobriu que um amigo de Agnaldo teria participação na morte de João, uma vez que as graves lesões identificadas na cabeça da vítima não foram praticadas por Agnaldo nem por sua esposa. Ele teria pisoteado na cabeça de João, após ver Agnaldo morto. Ele se aproveitou que o assassino de Agnaldo havia ido buscar ajuda para seu irmão que ainda estava vivo e por isso pisoteou na vítima, cujo exame necroscópico constatou que a causa efetiva para sua morte foi traumatismo craniano.

A polícia representou pela preventiva desse amigo e o prendeu no dia 7 de março. Em depoimento, ele confessou dizendo que o homem já estava morto e que teve tal atitude após ver seu amigo sem vida.

Após diligências policiais e oitivas de testemunhas, foi constatado indício de envolvimento da esposa de Agnaldo, de 24 anos, do amigo dele, de 33 anos, nas mortes de João e Paulo, e do irmão de João, de 50 anos, no homicídio de Agnaldo.

Foi solicitado ainda a conversão da prisão temporária para prisão preventiva da mulher, assim como a da prisão do amigo.