Everson dos Alencar e Andres Adonis, acusados da morte de Wagner Vicente Pereira, no bairro Amambaí, em Campo Grande tiveram a prisão preventiva decretada em audiência de custódia, nesta quarta-feira (22). 

Já Maria Nazaré que deu orientações para o trio de como fazer para ocultar o corpo de Wagner e não exalasse odor para não serem descobertos. O crime foi descoberto na tarde da segunda-feira (20), quando o irmão de Andres Adonis – que mantinha um caso com Everson – mandou mensagens pedindo desculpas e dizendo que o amava, mas no momento das mensagens não teria dado importância, achando que o rapaz estaria bêbado.

Mas, na segunda, Adonis chegou a casa do irmão chorando e com comportamento estranho, dizendo que havia matado Wagner juntamente com os outros acusados. Ele ainda teria tentado o suicídio, mas foi impedido pelo irmão, que foi até a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) e denunciou o assassinato, que teria sido cometido por ciúmes.

Entenda o crime

  • Everson foi preso por policiais em seu local de trabalho, em um restaurante em um da cidade onde trabalhava como cozinheiro.
  • Ele confessou o crime e disse que matou o companheiro por estar sendo ameaçado, mas não revelou que tipo de ameaças. 
  • Os comparsas relataram que Everson matou Wagner por ciúmes, já que a vítima estava apresentando comportamento diferente e aparecendo com novas em casa.
  • O crime foi premeditado pelo menos 11 horas antes do assassinato, quando o trio chegou a discutir a melhor maneira de matar Wagner sem que sujasse a casa de sangue.
  • A morte, então, foi determinada por estrangulamento de fios, assim, não faria ‘bagunça’ na residência,
  • O trio atraiu Wagner por volta das 20 horas de domingo (19) até a casa, quando começaram uma discussão e cometeram o assassinato.
  • Uma cova já havia sido cavada no quintal da residência, onde o corpo foi enterrado sob orientações da vizinha Maria Nazaré para não deixar cheiros e o crime fosse descoberto.
  • O trio comprou argamassa, cimento e materiais de construção para enterrar o corpo de Wagner, que foi desenterrado por equipes da DHPP, após a denúncia do crime.

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