Na tarde desta terça-feira (28), caminhonete de Ederson Salinas, o ‘Ryguasu', foi encontrada e apreendida quando era levada até uma oficina, em Assunção, no . Salinas foi executado com 34 tiros na noite de sábado (25).

A caminhonete de Ederson, uma Nissan branca, foi levada logo após a execução. Também foram roubados outros pertences, como uma mala.

Já nesta terça, a caminhonete foi localizada, sem placas. Duas pessoas foram presas em flagrante, sendo dois homens.

Ainda segundo o site ABC Color, um dos acusados teria retirado a caminhonete do prédio de Ederson. Já o outro seria o mecânico responsável por dirigir do veículo.

Executado a tiros

Ederson Salinas foi executado no estacionamento de um supermercado em Assunção, no Paraguai. Ele é suspeito de ser o mandante do atentado contra o Léo Veras, em 2020.

Ederson é apontado como um dos líderes do crime organizado e narcotráfico na área de (PY), que faz divisa com Ponta Porã. Polícia Nacional do Paraguai investiga o homicídio.

De acordo com a imprensa local, testemunhas afirmaram que os atiradores desceram de um veículo branco, abordaram Ederson, que esperava a esposa, e atiraram nele. Vale lembrar que há um ano, Salinas havia sobrevivido a um ataque.

Morte de Léo Veras

Ederson é suspeito de ser o mandante do assassinato do jornalista Léo Veras, em janeiro de 2020. Algumas reportagens do profissional sobre a movimentação de narcotraficante e a intenção de ser o sucessor de Minotauro, liderança do PCC, teriam irritado Salinas.

Léo estava em casa, jantando com a família em Pedro Juan Caballero quando homens invadiram o local. Um dos autores ficou no veículo modelo Jeep usado no transporte, e outros três realizaram o ataque.

Logo ao levar os primeiros tiros, Léo correu para os fundos da residência, uma área escura, na tentativa de se proteger, mas foi perseguido.

Lá, os criminosos os terminaram de matá-lo com o total de 12 disparos. Em seguida o amordaçaram. Vídeos do local do crime divulgados logo após o assassinato mostram um pano branco, ensanguentado, que foi usado para tapar a boca do jornalista.