A casa onde Carlos Emanuel Ortiz Galeano morreu em confronto com policiais, na noite dessa quarta-feira (27), na Rua Dalva de Oliveira, no Tiradentes, região leste de Campo Grande, era usada como ponto de venda de drogas. A informação foi confirmada à equipe de reportagem do Jornal Midiamax na manhã desta quinta-feira (28).

Testemunhas disseram que o local era bastante movimentado por conta da venda de entorpecentes. O clima nesta manhã ainda é de tensão entre a vizinhança.

“Era bastante movimento. Víamos eles entrando o tempo todo, mas não mechiam com a gente, pelo contrário, nos respeitavam. De vez em quando, eles jogavam celulares nos quintais próximos e pediam para os moradores pegarem. Jogavam quando precisavam esconder algo da polícia”, afirma uma testemunha.

Assalto e confronto

A residência no Tiradentes pertencia a Carlos Emanuel, que foi apontado como um dos autores de um assalto na madruga do último dia 25, no bairro Santa Fé. Na ocasião, ele e um comparsa abordaram um idoso, de 63 anos, que dirigia um Etios. Eles agrediram o motorista, o retiraram do carro e roubaram o veículo. Câmeras de segurança registraram o assalto.

O Etios foi localizado ontem por policiais da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos). O veículo estava em uma casa, no bairro Tiradentes. O morador da residência foi abordado, mas negou participação no roubo.

Apesar disso, não havia flagrante e o suspeito não foi detido. Já no período da noite, policiais militares foram ao local e, segundo consta no registro policial, foram recebidos a tiros. Os policiais revidaram e atingiram o suspeito no peito e no braço esquerdo. O homem não resistiu aos ferimentos.

Na casa foi apreendido o revólver de Carlos e também a pistola do policial. O caso foi registrado como homicídio decorrente da intervenção policial e posse irregular de arma de fogo. Equipes da Polícia Civil e Perícia estiveram na casa e o comparsa do assaltante já está identificado.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Civil para confirmar as informações sobre o tráfico no local, mas até o momento não houve retorno.