Uma aluna de autoescola, de 21 anos, denunciou um examinador do após ter sido supostamente assediada, constrangida e ameaçada em prova prática para tirar a CNH. O caso foi registrado na (Delegacia de Atendimento à Mulher) em janeiro e juíza da 7ª Vara do Juizado Especial marcou audiência preliminar do processo.

Conforme a denúncia, a jovem foi realizar a avaliação no dia 27 de novembro de 2021 e, quando entrou no carro, o avaliador, de 45 anos, começou a puxar conversa questionando sobre a vida pessoal dela. Segundo a aluna, ela foi questionada se havia se alimentado, o que gostava de fazer e quais lugares gostava de frequentar.

Em resposta, ela disse ao avaliador que tinha namorado, mas mesmo assim, ele continuou conversando e, conforme ela, isso atrapalhou o seu desempenho. O boletim de ocorrência ainda cita que “não satisfeito”, o avaliador pegou o nome dela na ficha, a procurou nas redes sociais e, como tinha o perfil aberto ao público, o servidor do Detran ficou acessando as fotos e mostrando para o segundo avaliador que acompanhava a prova.

No documento policial, ela disse que ficou “extremamente nervosa e desconcentrada”, e acabou cometendo erros no percurso. Após 25 minutos de avaliação, antes de chegar ao fim do destino, ele teria tido que “se ela falasse o que aconteceu no carro, ela seria reprovada”.

Após se sentir intimidada, a jovem acionou o advogado e registrou a ocorrência. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público e, em maio, a juíza da 7ª Vara do Juizado Especial designou a audiência preliminar para dezembro para ouvir as partes.

Segundo o do Governo do Estado, o servidor tem cargo de assistente de atividades de trânsito com remuneração de R$ 5.525,17.

A reportagem acionou o Detran-MS e em nota disse que afastou o servidor. Confira em nova reportagem.

*Matéria atualizada às 13h para acréscimo de informação