Preso durante operação do Gaeco contra o PCC comprou pistola na fronteira de MS por R$ 7 mil

Pistola foi encontrada dentro da BMW do membro da facção
| 19/04/2022
- 09:46
Preso durante operação do Gaeco contra o PCC comprou pistola na fronteira de MS por R$ 7 mil
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

O membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) durante a deflagração da Operação ‘Sintonia’, deflagrada pelo (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), nessa segunda-feira (18), em Campo Grande, confessou ter comprado a pistola 9 mm, encontrada em sua BMW, em Ponta Porã.

O encanador, membro do PCC, foi encontrado na casa de seus pais, na Vila Popular, onde a BMW foi localizada. No veículo, além da pistola, os policiais localizaram mais 32 munições. Segundo o homem, ele comprou a arma por R$ 7 mil de um desconhecido em Ponta Porã.

Ele ainda afirmou que comprou a arma depois da casa de seu irmão ter sido invadida, mas falou que não saía com a pistola e que a deixava guardada em um quartinho na casa. Ele passa por audiência de custódia nesta terça-feira (19). 

Operação Sintonia

A operação ‘Sintonia’ cumpriu 67 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Amambai, Bela Vista, Corguinho, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina e Rochedo. Durante as investigações contra a facção criminosa PCC, descobriu-se que, mesmo do interior dos presídios, os faccionados com uso de celulares mantinham contato com integrantes fora dos presídios.

Ação dos faccionados do PCC

As ações dos faccionados eram para autorizar, gerenciar, coordenar e praticar crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, roubo, sequestros e homicídios em Mato Grosso do Sul. O Gaeco ainda identificou diversos crimes relacionados à estrutura financeira e orgânica do PCC, uma vez que as condutas investigadas diziam respeito à movimentação criminosa da facção para angariar capital ilícito, bem como punir e manter a disciplina de integrantes que não seguiam as diretrizes da organização criminosa como deixar de quitar débitos com a comercialização de drogas ou arrecadação das “rifas” — espécie de loteria do crime.

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