Ginecologista acusado de assediar pacientes é denunciado por chamar jovem de gorda em Campo Grande

Médico já responde a processos por assédio
| 01/02/2022
- 21:51
Imagem ilustrativa
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Um médico ginecologista de Campo Grande, de 68 anos, voltou a ser denunciado em uma delegacia da cidade após dizer para uma paciente para ela “rezar para não estar grávida”, porque estava gorda. Ele já teve absolvição em um caso de assédio e agora responde a outro processo, pelo mesmo fato.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a denúncia foi feita em setembro de 2021 na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e chegou ao Poder Judiciário no final de janeiro deste ano. Foi feito um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por injúria contra o médico.

A paciente, de 23 anos, contou que procurou o consultório porque estava com a menstruação atrasada há mais de 100 dias. Durante a consulta, o médico disse “Reza pra você não estar grávida, porque você está gorda, vai ficar feia, horrorosa, vai ter diabete, hipertensão”. Ele ainda teria dito “Só volte aqui quando emagrecer”.

A mulher acabou procurando a delegacia por se sentir ofendida com a postura do profissional da Saúde. O médico já responde a processo por assédio sexual, que tramita em segredo de justiça.

Relembre

O caso veio à tona após uma vítima registrar boletim de ocorrência, em agosto de 2020, por ter sido agarrada e beijada pelo acusado. A denúncia foi apresentada alguns meses depois pelo (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Conforme a acusação, o médico praticou ato libidinoso com objetivo de satisfazer a própria lascívia, crime previsto no artigo 215-A, do Código Penal. Várias testemunhas confirmaram os crimes.

No relato, a vítima lembra que foi ao consultório médico em data e horários agendados. Durante a consulta, o ginecologista teria constrangido a vítima com frases de cunho sexual. Ele ainda beijou a vítima sem permissão e a abraçou. Por várias vezes ele também fez comentários sobre a aparência da paciente, a constrangendo.

Uma médica que fez residência no em que o acusado era chefe da ginecologia lembrou que, naquela época, os fatos de assédio e ato libidinoso já aconteciam. Isso, em meados de 2007. Em determinada ocasião, o médico chegou a dar um tapa nas nádegas da médica residente.

Ela alegou que não teve coragem de denunciar, já que o ginecologista era o chefe e podia reprová-la. Outras testemunhas do meio também relataram os mesmos fatos e lembraram de ocasiões em que viram o médico ‘se aproveitar’ de pacientes. Diante de todas as acusações, o médico se manteve em silêncio.

O processo tramita em sigilo, na 1ª Vara Criminal de Campo Grande, e outros três inquéritos policiais sobre o mesmo crime também foram anexados aos autos.

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