Brasileiro alvo de operação na fronteira de MS tinha ordem judicial para não ser preso

Segundo a decisão de um magistrado paraguaio, Lindomar era vítima de extorsão por parte da polícia
| 16/02/2022
- 10:39
Investigador da Senad durante vistoria em casa na fronteira
Investigador da Senad durante vistoria em casa na fronteira - Divulgação

Lindomar Reges Furtado, alvo da operação de combate ao tráfico deflagrada nesta terça-feira (15), pela Polícia Federal e a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), é brasileiro e tinha uma ordem judicial para não ser preso.

Desde 2021 o juiz Carlos Vera Ruíz, de Cidade Del Leste, já tinha concedido habeas corpus preventivo a Lindomar. A casa dele foi revistada por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas, porém, cerca de 20 guardas os impediram de entrar de fato na residência, o que resultou na prisão de todos.

A justificativa sobre já obter o habeas corpus, segundo informações policiais, é de que Lindomar era vítima de extorsão por parte da polícia, no entanto, ele já estava sob investigação há dois anos, no âmbito da operação Turf.

Há dois anos a Polícia Federal iniciou a investigação, com a ajuda da DEA dos Estados Unidos e a colaboração das forças de segurança francesas, Marrocos, Bélgica e Espanha, já que os tentáculos desta rede chegavam àqueles lugares com grandes cargas de cocaína que saíam da Bolívia e do Peru.

Furtado foi uma pessoa muito importante nesse esquema criminoso e por isso seria capturado. Ele possui 67 processos abertos no Brasil ligados ao tráfico de drogas. Na operação, um homem identificado como Marcus Vinicius, também brasileiro, foi preso.

 

 

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