A Apib (Articulação dos povos indígenas do Brasil) e a Aty Guasu (Assembleia Feral do povo Kaiowá e Guarani) divulgaram uma nota repudiando o assassinato de uma adolescente indígena, de 16 anos, assassinado com golpes na cabeça. Segundo a entidade, o crime teria ocorrido por homofobia. Já a polícia investiga possível suicídio.

O assassinato aconteceu em Amambai, cidade a 351 km de , dia 12 deste mês, mas só veio a tona nesta quinta-feira (24) após a divulgação da nota.

O adolescente foi golpeado na cabeça até a morte e teve o corpo jogado na rodovia próximo a comunidade para simular um acidente, conforme afirma a entidade.

A vítima era assumidamente e uma das lideranças Guarani Kaiowá. Lutava pela juventude e cursava o 1ª ano do Ensino Médio.

Ainda segundo a Aty Guasu, outros dois jovens indígenas e LGBTI+ moram mortos este ano o que indicaria uma perseguição e exige acompanhamento do caso pelos órgãos dos Direitos Humanos.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como morte a esclarecer. Conforme explicou o delegado Guilherme Andrade, a princípio está sendo investigado como suicídio. “Como suicídio desta maneira entre indígenas não é algo raro na região, as investigações correm nesta linha”, informou.

Não foi levantada nenhuma hipótese diferente, ou testemunhas que levantasse informações de um possível assassinato. De acordo com a polícia, o laudo necroscópico concluiu que a morte veio da ação contundente do veículo. “As marcas, escoriações teriam sido produzidas com o corpo em vida ainda. Não se trataria de um veículo acertando um corpo já morto”, explicou.

Caso haja indícios de algo diferente possa ter acontecido a polícia vai investigar. “Mas pra isso precisamos que nos tragam algum sinal, algum indício, alguma suspeita para que seja investigado, porém, a princípio os laudos periciais que chegaram até nós dão conta de que realmente se tratou de uma morte decorrente do próprio atropelamento, em situação que talvez denotasse alguém deitado na pista, seja por suicídio ou porque dormiu, mas as investigações estão abertas a polícia está aberta para qualquer denúncia. Caso haja alguma suspeita, denúncia nos procurem”, finalizou.

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