Acusado de matar vizinho a tiros no Caiobá vai à polícia com advogados e é liberado

Pintor foi ouvido e liberado em seguida em Campo Grande
| 04/02/2022
- 15:07
Acusado de matar vizinho a tiros no Caiobá vai à polícia com advogados e é liberado
(Henrique Arakaki, Midiamax)

O acusado de matar a tiros Cosmo Pereira Garcia, de 45 anos, na última segunda-feira (31), se apresentou na tarde dessa quinta-feira (3), na 5ª Delegacia de Polícia Civil acompanhado de dois advogados. Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida.

Anteriormente foi dito que o autor era militar do Exército, mas descobriu-se durante o depoimento que, na verdade, ele é pintor e tem 38 anos. O pai do autor, já falecido, que seria militar do Exército. No depoimento, o autor contou que acabou matando Cosmo após ser ameaçado várias vezes por ele.

O pintor disse que Cosmo já havia tentando em dias anteriores furtar uma casa e um carro no bairro. A vítima ainda teria tentado furtar materiais da reforma de uma casa, que o pintor estava tomando conta. "Eu pedi para ele não fazer isso (furtar a casa)", disse o autor se referindo ao pedido feito para Cosmo.

Ainda foi relatado pelo autor que, no dia do crime, Cosmo o ameaçou com uma faca, dizendo que iria arrancar a sua cabeça. Outros moradores do bairro também já teriam sido ameaçados pela vítima. O pintor contou que após os disparos pegou a faca que estava sendo usava por Cosmo e jogou em meio a um matagal.

Ele fugiu em uma motocicleta, colocando a arma entre o banco e as pernas. O pintor ainda contou que ficou dando voltas na região e viu quando dois homens, que estavam em um carro pareciam estar 'caçando' ele por causa do crime, por isso, fugiu em seguida sem saber como perdeu a arma. Sobre a arma, ele contou ao delegado João Reis Belo que há 9 meses sofreu uma tentativa de assalto e durante a luta com os bandidos conseguiu desarmar os ladrões, ficando como revólver. 

Cosmo foi assassinado com três tiros, no pescoço e abdômen. O pintor tem  passagem por associação ao tráfico de drogas. A polícia não acredita na versão de legítima defesa relatada pelo pintor, que depois de ouvido foi liberado. 

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