15 dias após acidente, motorista que matou Silvana segue não identificado e família protesta no Aero Rancho

Silvana deixou 3 filhos e 3 netos; família pede informações sobre homem que fugiu de acidente
| 18/06/2022
- 17:00
15 dias após acidente, motorista que matou Silvana segue não identificado e família protesta no Aero Rancho
Protesto ocorreu no cruzamento do acidente. (Foto: Henrique Arakaki - Jornal Midiamax)

"É na lembrança do seu sorriso que seguimos nosso caminho. Te amarei eternamente". A frase foi escolhida pelas três filhas de Silvana Ferreira Bezerra - morta em um acidente no Aero Rancho no último dia 5 - para estampar a camiseta utilizada durante um protesto pacífico feito neste sábado (18), com cerca de 20 pessoas. Duas semanas depois, o motorista do Fiat Uno que atropelou Silvana e fugiu sem prestar socorro ainda não foi localizado.

O protesto também tem como interesse pressionar comerciantes do bairro, que segundo as filhas e o ex-marido de Silvana, não cederam imagens de câmeras de segurança que poderiam ajudar a identificar o motorista. Moradores do bairro se juntaram à família pedindo por justiça no cruzamento das avenidas Graciliano Ramos e Costa Melo.

A filha mais velha de Silvana, Pâmela Bezerra de Souza, de 29 anos, diz sentir que a da Polícia Civil parece não avançar. "Minha era tudo, tiraram um pedaço da gente e agora eu vivo sem paz. Queremos saber quem fez isso para ficarmos mais tranquilas", diz se referindo a ela e às irmãs.

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Protesto ocorreu no cruzamento do acidente. (Foto: Henrique Arakaki - Jornal Midiamax)

Pâmela mora em Maracaju, a 160 quilômetros da Capital, e chegou a voltar para a cidade do interior do Estado na semana passada. Sem conseguir ficar muito tempo longe das irmãs, ela retornou à Campo Grande e diz que ficarem unidas é o único jeito de confortar seu coração.

A irmã do meio, Ketlyn Bezerra de Souza, de 26 anos, estava morando em Santa Catarina há sete meses e lembra que Silvana insistia muito ultimamente para que ela retornasse para Campo Grande. Com os olhos cheios de lágrimas, ela lembra que fez uma surpresa e veio à Capital no dia das mães. "Pelo menos eu consegui ter esse momento com a minha mãe".

Filha mais nova de Silvana, Thaynara Bezerra de Souza, de 25 anos, era a única das irmãs que ainda morava com a mãe, junto aos três filhos, de 3, 5 e 9 anos. "Ela era uma avó excelente para os netos e uma mãe muito cuidadosa", lembra.

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Protesto ocorreu no cruzamento do acidente. (Foto: Henrique Arakaki - Jornal Midiamax)

O funcionário público estadual José Arantes de Souza, de 52 anos, foi casado com Silvana durante 13 anos. Pai das três jovens, ele diz ter passado os últimos dias, junto ao cunhado, pedindo aos comerciantes para que ajudem a família com as imagens das câmeras, mas estes alegam que ele precisa de uma ordem judicial para ter acesso.

"Eu sei que as leis de trânsito hoje são muito bandas, mas a gente precisa que a população ajude, pelo menos para conseguirmos a placa e tentar amenizar o sofrimento delas", diz em relação às filhas.

Ele também esteve - junto a Pâmela, Ketlyn e Thaynara - na 5ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, responsável pelas investigações, e afirmou não ter recebido nenhuma informação a mais sobre a identidade de motorista.

O acidente

Segundo a família, o acidente ocorreu entre 18h40 e 19h do dia 5 deste mês. No local, a preferencial é para quem segue pela Avenida Costa Melo. O casal seguia pela Graciliano Ramos, sentido leste - oeste, em uma motocicleta Honda Fan pilotada pelo marido de Silvana, a caminho da igreja. Eles pararam no cruzamento, onde há a sinalização de Pare.

Neste momento, o condutor do Fiat Uno, que vinha no sentido contrário, passou o cruzamento em alta velocidade, atingiu a moto e um veículo VW Gol que seguia atrás. Com o impacto, a mulher caiu da moto e o capacete teria saído, e, com isso, ela bateu a cabeça ao solo. Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, porém ela morreu no local.

O Fiat Uno que seria de cor branca, segundo testemunhas, rodou e, logo depois, o motorista fugiu pela Graciliano Ramos, em sentido à Avenida Thyrson de Almeida, prolongamento da Ernesto Geisel. Testemunha disse à reportagem que ele inclusive xingou alguns populares que tentaram filmá-lo, antes de fugir em alta velocidade.

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