Polícia

Segunda vítima encontrada em cemitério do PCC teria sido morta com tiro na cabeça

A primeira foi identificada como um homem

Renata Portela e Danielle Errobidarte Publicado em 14/07/2021, às 16h54

Será feito exame pericial no corpo
Será feito exame pericial no corpo - (Foto: Leonardo França, Midiamax)

Após o fim das escavações desta quarta-feira (14) no suposto cemitério do PCC (Primeiro Comando da Capital), no Jardim Santo Eugênio, foi possível identificar que a vítima tinha uma marca de tiro na cabeça. O projétil também foi encontrado no local e o corpo recolhido para passar por exames.

Conforme o delegado Carlos Delano, titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), a ossada estava a aproximadamente 50 metros da primeira, encontrada no dia 5 de julho. Foi identificada nesta vítima uma marca de tiro na cabeça, possível causa da morte.

Delegado Carlos Delano (Foto: Leonardo França)

Os exames da Perícia devem determinar o sexo da vítima e, a partir daí, serão embasadas as diligências, confrontando com o banco de DNA de desaparecidos. A suspeita é de que as mortes das duas vítimas estejam relacionadas e que podem ser vítimas do tribunal do crime do PCC. Ambos os corpos estavam em covas rasas.

No caso da segunda vítima, foi identificado um processo de saponificação, que acontece naturalmente e acaba preservando o estado do corpo. Mesmo em decomposição avançada, a ossada ainda tinha tecido. Uma peça de roupa também foi encontrada e apreendida no local.

Segundo o delegado Delano, a primeira ossada encontrada é de um homem, conforme apontou o exame pericial. Ele foi morto com golpes contundentes na cabeça, que podem ser pauladas ou marretadas. Há suspeita de que haja um terceiro corpo, já mapeado no local, e a escavação deve ser feita nos próximos dias.

Localização da segunda ossada

Acompanharam as buscas o perito criminal Cícero Vagner, responsável pelo manuseio do aparelho, e também o professor Ary Tavares da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que tem a cautela do condutivímetro. O perito esclareceu que foi feito mapeamento da região, encontrando três pontos onde poderia haver outros corpos.

Segundo Cícero, foi feita análise no local da primeira ossada, medindo os níveis de sais e de chorume no solo. Com isso, eles mapearam e compararam os resultados em outros pontos. Em um primeiro local foram encontrados apenas entulhos e metais. Já no segundo local, foi encontrada a ossada nesta quarta-feira.

Inicialmente seria uma ossada completa, que estava em uma cova rasa. As equipes utilizavam uma retroescavadeira e foi localizado parte do tórax e braços da vítima, que estavam fraturados. Não se sabe se trata-se de trauma provocado antes da morte da vítima ou se foi provocado pelo maquinário.

Jornal Midiamax