Polícia

Preso que fugiu da Máxima era líder de quadrilha que roubava carros e aeronaves em MS

Ele foi preso em julho de 2010

Renata Portela Publicado em 03/06/2021, às 18h46

Preso fugiu da Máxima com ajuda de uma funcionária terceirizada
Preso fugiu da Máxima com ajuda de uma funcionária terceirizada - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi identificado como Laudelino Ferreira Vieira, o Lino, de 42 anos, o preso que fugiu do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande entre terça e quarta-feira (2). Uma funcionária, a princípio terceirizada, teria auxiliado na fuga do detento em um caminhão da cozinha.

O caso ainda é apurado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que até o momento não deu outros detalhes sobre a fuga do preso. Lino foi preso em 12 de julho de 2010, na BR-262 em Terenos. Na época ele era acusado de liderar uma quadrilha de roubo de carros e de ser o chefe do bando responsável pelo roubo de três aeronaves de uma empresa de táxi aéreo, em janeiro de 2004, em Corumbá.

Na ocasião, foi assassinado o piloto e empresário corumbaense Luiz Fernandes de Carvalho. A quadrilha liderada por Lino teria roubado 36 veículos num período de 18 meses entre 2005 e 2006, apenas no lado brasileiro da fronteira de Corumbá com a Bolívia. No mesmo período, o bando foi apontado como responsável por 31 roubos de veículos em Arroyo Concépcion, Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Laudelino e outros dois envolvidos no roubo das aeronaves chegaram a ser presos pela Polícia da Bolívia com um dos aviões. No entanto, a justiça boliviana os liberou ainda no primeiro semestre de 2004. Foi então que eles passaram a agir na fronteira com Corumbá, roubando veículos em estradas que dão acesso aos assentamentos e dentro da Bolívia. A Polícia corumbaense chegou a espalhar cartazes com fotos do bando, mas não conseguiu prendê-los.

Lino ainda foi acusado de envolvimento no assassinato do cabo da Polícia Militar de Corumbá, Rudy Mendonça, 43, ocorrido em 19 de janeiro de 2006, na Estrada do Jacadigo.

De carona

Lino estava na carona de uma motocicleta que foi abordada pelos agentes rodoviários. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), foi feita sinalização para a moto estacionar, mas o condutor, Lauro Moreira dos Santos, desobedeceu a ordem e acelerou o veículo na tentativa de fugir dos policiais, que iniciaram perseguição à dupla.

Durante a perseguição, Lino – que usava identidade falsa, em nome de Jairo Santos – teria disparado diversas vezes contra a viatura da PRF. Ele e Lauro acabaram baleados pelos policiais. Presos, foram encaminhados à Santa Casa de Campo Grande. Lino passou por cirurgia e permaneceu internado antes de seguir para a Máxima. Contra ele, há vários mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Na revista aos “motoqueiros”, os agentes rodoviários encontraram 5,6 kg de cocaína; uma pistola com dois carregadores. Na sequência da ação, a PRF identificou na BR, num trevo próximo a Campo Grande, uma S10 branca, esperando a dupla para receptação da droga. O motorista da S10, José Aparecido Ferreira Vieira, 38 anos, irmão de Laudelino, foi preso e também levado à Polícia Civil.

Jornal Midiamax