No início da semana, Weslley Neres dos Santos, 35 anos, conhecido como o ‘Bebezão' e apontado como liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), teve pedido de revogação da prisão provisória negado. Ele foi preso no em março durante a Operação Empossados e já tinha contra ele mandado de prisão em aberto desde fevereiro.

Conforme a decisão do juiz federal Ricardo Duarte Ferreira Figueira, Weslley tinha contra ele mandado de prisão em aberto desde o dia 6 de fevereiro e foi preso em março, na Operação Empossados. No pedido de liberdade, a defesa alegou que ele tem família, filhos, está matriculado em de medicina e também tem residência fixa no Paraguai.

Além disso, a defesa aponta que Bebezão não tem passagens naquele país, onde foi preso. No entanto, o juiz afirma que as razões que motivaram a prisão do acusado permanecem inalteradas. Também por ser em tese um dos integrantes do PCC e possível líder da organização criminosa, a soltura precoce comprometeria a ordem pública.

Ainda conforme o magistrado, Weslley tem passagens por crimes graves no Brasil, como tráfico de drogas, roubo, extorsão e associação criminosa. Por fim, o juiz afirmou que Bebezão tem documentos que permitem o trânsito fronteiriço, sendo possível a fuga para o Paraguai para evitar responsabilização criminal no Brasil.

Com tudo isso, foi indeferido o pedido de revogação da prisão preventiva do acusado. Segundo a Polícia Federal, a operação prendeu 16 pessoas em continuidade à Operação Exílio. Isso porque foi identificado que o PCC estava se reestruturando na fronteira, para continuar desempenhando a influência na região.

Vários fuzis e munições foram apreendidos e os brasileiros detidos na ação foram expulsos para o Brasil.