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Polícia investiga se gestante morreu de overdose em imóvel abandonado na Vila Jacy

A Polícia Civil acredita que a gestante encontrada morta na tarde desta quinta-feira (07), em imóvel abandonado na região da Vila Jacy, em Campo Grande, tenha sofrido overdose. Ela foi identificada como Josiane Martins da Silva, de 29 anos. É de origem paraguaia e tem família na fronteira, no município de Ponta Porã. De acordo […]

Renan Nucci Publicado em 07/01/2021, às 19h22 - Atualizado às 19h34

Peritos no local onde corpo da vítima foi encontrado. Foto: Leonardo de França
Peritos no local onde corpo da vítima foi encontrado. Foto: Leonardo de França - Peritos no local onde corpo da vítima foi encontrado. Foto: Leonardo de França
Polícia investiga se gestante morreu de overdose em imóvel abandonado na Vila Jacy
Faca encontrada junto ao corpo da vítima. Foto: Leonardo de França

A Polícia Civil acredita que a gestante encontrada morta na tarde desta quinta-feira (07), em imóvel abandonado na região da Vila Jacy, em Campo Grande, tenha sofrido overdose.

Ela foi identificada como Josiane Martins da Silva, de 29 anos. É de origem paraguaia e tem família na fronteira, no município de Ponta Porã.

De acordo com o delegado Fabrício Dias, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Josiane tinha problemas de saúde como leucemia, era usuária de drogas e consumia bebidas alcoólicas.

Dois rapazes que estavam com ela no local, alegaram que a mulher teve uma síncope, esticou o corpo e caiu sentada em um sofá, com a cabeça de lado, onde acabou morrendo. O socorro chegou a ser acionado, mas a vítima não resistiu. Ela seria gestante de dois meses e momentos antes, tinha cuspido sangue.

Um terceiro rapaz, que apareceu no local se identificando como suposto namorado, disse que ficava com a vítima e tentava manter um relacionamento sério, mas ela sumia com frequência. Informações apontam que ela fazia programa e passava o dia consumindo entorpecentes no imóvel, mas dormia em uma espécie de pousada, que alugava kitnets por diária ou mensalmente.

O delegado explicou ainda que junto ao corpo, no short da mulher, havia uma faca afiada, sem indícios de sangue, e que vai solicitar perícia para comprovar as causas da morte, apesar não haver sinais de violência. O imóvel em que ela estava pertence a uma igreja, apesar de estar abandonado. Homem, que não quis se identificar, mas se apresentou como advogado da instituição, acompanhou o trabalho da perícia.

Jornal Midiamax