Polícia

Parte da munição usada em chacina na fronteira já tinha sido apreendida pela polícia

Perícia mostra que uma das balas usadas no ataque faz parte de lote que deveria estar guardado na Diretoria de Material de Guerra

Marcos Morandi Publicado em 13/10/2021, às 10h32

Ministério Público do Paraguai investiga uso de armas já apreendidas, em crimes recentes na fronteira
Ministério Público do Paraguai investiga uso de armas já apreendidas, em crimes recentes na fronteira - Polícia Nacional

Um dos projéteis que mataram Osmar Vicente Álvarez Grance, o "Bebeto" e mais três pessoas, no último sábado, em Pedro Juan Caballero, faz parte de um lote de munição que já tinha sido apreendida pela polícia. Entre as vítimas fatais, está a filha do governador de Amambay, Ronaldo Acevedo, Haylée Carolina Acevedo Yunis

É o que aponta uma análise da Police Ballistics, divulgada pela Rádio Império na manhã desta quarta-feira (13). Conforme investigações feitas pela Polícia Nacional, a cápsula encontrada deveria estar entre munições e armas que foram entregues à Dimabel (Diretoria de Material de Guerra).

Na semana passada, três dias antes das execuções, o Ministério Público do Paraguai, já tinha iniciado uma investigação sobre a comercialização de armas já apreendidas. A denúncia teve início com o desaparecimento de pistolas e fuzis que foram encontrados com integrantes do CV (Comando Vermelho).

Nas investigações que faz contra a Dimabel, a promotora Alicia Sapriza quer saber por que as armas que deveriam estar sob custódia foram utilizadas no resgate do  narcotraficante Teófilo Samudio, vulgo Samura, líder do CV, ocorrido em setembro de 2019, na Costanera Zona Norte, em Assunção.

A promotora afirmou ter ficado preocupada com o fato de uma arma de fogo já apreendida ter sido encontrada com Freddy Esteban González Núñez, que teria participado do resgate de Samura e é o suposto autor do assassinato do comissário Félix Ferrari.

Jornal Midiamax