Polícia

Motivação política ou feminicídio não são descartados pela polícia em investigação da morte de ex-presidente do PSL

Latrocínio foi descartado pela polícia

Thatiana Melo Publicado em 01/05/2021, às 09h54

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Corpo de Daniele encontrado na manhã desta quinta (Nova News)

Nem motivação política ou o crime de feminicídio são descartados pela polícia de Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande, no assassinato de Fernanda Daniele de Paula Ribeiro dos Santos, ex-presidente do Diretório Municipal do Partido Social Liberal (PSL), que foi encontrada degolada em um milharal, na MS-276 na última quinta-feira (29).

Segundo o delegado que cuida do caso Phelipe Davanso, o crime de latrocínio foi totalmente descartado pelas investigações até pelo fato de que alguns pertences pessoais de Fernanda foram encontrados ao lado do corpo, assim como o seu carro que estava na garagem da sua casa.

Quando perguntado sobre uma possível motivação política, Davanso falou que não é descartado, assim como, o crime de feminicídio. O delegado não entrou em detalhes para não atrapalhar as investigações, mas disse que 10 pessoas já teriam sido ouvidas, entre elas, as que tiveram contato com Fernanda antes do corpo ser encontrado e também possíveis suspeitos.

Os suspeitos teriam sido identificados depois de descobertas de mensagens e prints encontrados no notebook da ex-presidente do PSL, que levaram a polícia a oitivas destas pessoas, mas o conteúdo dos depoimentos não foi revelado pelo delegado.

A polícia ainda está atrás do celular de Fernanda que não foi encontrado. Entre o sumiço e o achado do corpo teriam se passado 10 horas.

Ela foi encontrada por populares, e apresentava um corte profundo no pescoço. Segundo as primeiras informações, Fernanda teria sido morta na estrada e depois arrastada para o milharal nas margens da rodovia.

Jornal Midiamax