Polícia

Mesmo com autorização da Justiça, estado de saúde não permite transferência de Jamil Name

Ele está internado com coronavírus

Renata Portela Publicado em 10/06/2021, às 17h20

Hospital Santa Lúcia, em Brasília
Hospital Santa Lúcia, em Brasília - (Divulgação)

No início da semana, Jamil Name, 82 anos, teve a transferência para o Hospital Santa Lúcia, em Brasília (DF), autorizado no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Mesmo assim, até esta quinta-feira (10) internado e intubado em decorrência do coronavírus, ele não pode ser transferido por conta das condições de saúde.

Conforme o advogado Thiago Bunning, a situação de saúde do réu no momento não permitem a transferência. A defesa tentou pedido de prisão domiciliar para Name no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e chegou a conseguir a suspensão de todos os 7 mandados de prisão, para que ele fosse transferido de hospital e ficasse sem escolta policial.

Depois, decisão do juiz federal Walter Nunes da Silva Junior foi positiva para que o réu retornasse para o Estado de origem. No entanto, a intenção da família de Name seria a de transferência para o hospital em Brasília, o que foi permitido em decisão do ministro Rogerio Schietti.

Omertà

Jamil Name Name foi preso na Operação Omertà, desencadeada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Jornal Midiamax