Polícia

Justiça autoriza transferência de Jamil Name para hospital em Brasília

A defesa necessita de autorização médica

Diego Alves Publicado em 07/06/2021, às 21h29

Hospital Santa Lúcia em Brasília (DF) / (reprodução)
Hospital Santa Lúcia em Brasília (DF) / (reprodução)

O STJ (Supremo Tribunal deJustiça) autorizou a transferência de Jamil Name, 82, para o Hospital Santa Lúcia em Brasília (DF). Jamil Name, que está no Presídio Federal de Mossoró (RN) desde setembro de 2019, contraiu covid-19 e foi levado para uma unidade de saúde pública da região no último dia 31. Logo depois ele foi transferido a um hospital particular da cidade onde está intubado desde então.

A defesa de Jamil Name já havia feito o pedido para a tranferência que foi autorizado, porém, devido ao seu estado de saúde, a defesa necessita de autorização médica. Já o pedido de prisão domiciliar lhe foi negado.

"A prioridade é a vida. A transferência foi solicitada para preservação da vida, visando dar melhores condições de recuperação. Nada será feito se houver risco a saúde. A ordem judicial existe, mas só será cumprida quando os médicos autorizarem", diz o advogado Tiago Bunning Mendes.

Omertà

Jamil Name Name foi preso na Operação Omertà, desencadeada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Jornal Midiamax