Polícia

Menino de 11 anos é espancado na fronteira por roubar e comer uma banana

Criança de 11 anos, morador de rua, foi espancada por um adulto, ainda não identificado, nas proximidades do semáforo localizado no quilômetro 6 da avenida San Blas, em Ciudad del Este, na divisa com Foz do Iguaçu, no Brasil, após roubar uma banana. Segundo informações que apuradas pela polícia, o menino praticamente arrastado pelo homem […]

Marcos Morandi Publicado em 19/01/2021, às 08h42 - Atualizado às 09h17

Menino paraguaio foi espancado por vendedor ambulante. (Foto: Reprodução)
Menino paraguaio foi espancado por vendedor ambulante. (Foto: Reprodução) - Menino paraguaio foi espancado por vendedor ambulante. (Foto: Reprodução)

Criança de 11 anos, morador de rua, foi espancada por um adulto, ainda não identificado, nas proximidades do semáforo localizado no quilômetro 6 da avenida San Blas, em Ciudad del Este, na divisa com Foz do Iguaçu, no Brasil, após roubar uma banana.

Segundo informações que apuradas pela polícia, o menino praticamente arrastado pelo homem que deu vários socos na cabeça dele. A promotora Estela Mary Ramírez, da Unidade Penal de plantão passou a acompanhar o caso depois que algumas imagens circularam nas redes sociais do Paraguai.

O promotor ordenou que a auxiliar Gladys Ramos procurasse a vítima que, acompanhada por agentes da 23ª Delegacia, conseguiu localizá-la próximo ao local do ataque. A vítima confirmou que havia comido uma banana “sem permissão” do vendedor de frutas, o que gerou sua reação.

“O médico forense vai examiná-lo. Existem vestígios de pancadas na cabeça. Ele é viciado em drogas e agora procuramos sua mãe, com quem mora, além de mais cinco irmãos. Em relação ao autor, há possibilidades de ser individualizado ”, afirmou o procurador Ramírez ao Última Hora.

O incidente foi registrado dois meses após a promulgação da Portaria 026/2020 da Prefeitura Municipal de Ciudad del Este, que proíbe que flanelinha paraguaios permaneçam nas ruas de Ciudad del Este.

De acordo com a portaria, o município deve encontrar uma forma de encaminhar os dependentes químicos para instituições de reabilitação, além de outras providências relativas a adultos e crianças pequenas. A criança está agora sob a responsabilidade do Ministério Público.

Jornal Midiamax