Polícia

Equipamento que ajudou a encontrar vítimas de Nando será usado em ‘cemitério clandestino’

Cemitério na Vila Santo Eugênio estaria ligado ao PCC

Renata Portela e Danielle Errobidarte Publicado em 05/07/2021, às 16h00

Equipes fazem buscas por outros corpos no local
Equipes fazem buscas por outros corpos no local - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Após mais de 6 horas de buscas em um local, que seria um cemitério clandestino, na Vila Santo Eugênio, nesta segunda-feira (5), equipes não localizaram outros cadáveres. Um equipamento, utilizado na época das buscas por vítimas do serial killer Nando, Luiz Alves Martins Filho, e que ajudou na localização de dois corpos, deve ser utilizado para novas buscas.

O perito criminal Cícero Vagner confirmou que deve fazer pedido para utilização do equipamento, que está sob cautela do professor Ary Tavares, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O equipamento já foi utilizado em 2016, quando foi descoberto o cemitério do Nando, acusado de 16 assassinatos no Danúbio Azul.

Segundo o perito, possivelmente na quarta-feira as equipes devem voltar já com o aparelho. Ele é originalmente utilizado para análise ambiental do solo, na fazenda escola da UFMS. O equipamento também pode ser usado para identificar cadáveres. Isso porque, no processo de decomposição, o corpo libera sais minerais no solo que alteram a composição química no local.

Assim, é feito mapeamento e, com o equipamento, a equipe de Perícia deve apontar os locais a serem escavados pela Polícia Civil. Até o momento, foram encontrados fragmentos de roupas e apenas a ossada. As investigações apontam que se trata de apenas um corpo enterrado em cova rasa.

Foi localizado um crânio, um maxilar e o que poderia ser uma tíbia. Ainda não se sabe de quem seria o cadáver. Há suspeita de que o caso tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além das equipes policiais, Corpo de Bombeiros também auxiliou nas buscas, com as cadelas especializadas na busca de desaparecidos, Laika e Mali.

Área de ocupação

Segundo vizinhas ao local em que são feitas as buscas, nas margens do córrego, a área era um terreno de invasão, onde várias pessoas moravam em barracos. Há material de construção e entulhos no local, que seriam dos antigos moradores da região. Inicialmente, havia projeto para uma estrada, nas margens do córrego.

A estrada atravessaria todo o bairro, mas apenas a terra chegou a ser batida e o projeto não saiu do papel. Atualmente, não há pessoas morando naquele local.

Jornal Midiamax