Polícia

Em depoimento, preso pela morte de Gleison no Inferninho disse que rapaz 'escorregou e caiu'

Gleison foi envolvido em uma trama de investimentos em uma empresa fantasma onde teria perdido cerca de R$ 18 mil

Thatiana Melo Publicado em 30/04/2021, às 08h26

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Corpo foi encontrado na cachoeira do inferninho no dia 1º de maio de 2020. - (Foto: Leonardo de França/ Arquivo Midiamax)

Em depoimento depois de sua prisão no dia 26 deste mês, Agnaldo Freire Mariz de 50 anos disse que só ficou sabendo da morte de Gleison da Silva Abreu dias depois quando Leandro Pereira Florenciano contou sobre o fato para ele e a esposa. Os dois estão presos temporariamente.

Em relato obtido pelo Jornal Midiamax, Agnaldo contou que no dia da morte de Gleison, a vítima estava na cachoeira do Inferninho junto de Leandro onde tinha ido tomar banho, quando escorregou e caiu. Leandro, então, teria ido embora para casa e depois contado sobre o que havia acontecido para Agnaldo e sua esposa. Ele negou que tenha cometido o crime.

Gleison teria sido envolvido em uma trama de ganho de dinheiro criada por Leandro, que tinha até folders para demonstrar a licitude da empresa e convencer Gleison de que o investimento era certo, mas ele não poderia falar sobre a transação com ninguém. Nisso, a vítima acabou dando dinheiro para Leandro perdendo entre R$ 15 e R$ 18 mil, da venda de uma moto e de um acerto trabalhista, que esperava triplicar.

Uma das hipóteses é que Gleison teria ido cobrar Leandro sobre os lucros do dinheiro investido, mas como tudo não passava de uma mentira acabou assassinado.

O marido de Leandro foi encontrado morto em sua residência nesta segunda (26). Ele cometeu suicídio após a prisão do marido. Tanto Leandro como o marido eram investigados por estuprar uma criança de 9 anos e outra menina de 11 anos também teria sido vítima de abusos. O caso foi registrado na Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), nesta segunda, mas o fato teria ocorrido na última sexta-feira (23).

Relembre o caso

O corpo foi encontrado por um grupo de amigos que fazia trilha pela cachoeira, e os militares do Corpo de Bombeiros levaram cerca de três horas para retirá-lo do local. A vítima estava de barriga para baixo, não sangrava e apresentava rigidez. A suspeita é de que ele tenha sido desovado pela madrugada.

O corpo estava no local entre quatro e oito horas, e foi constatado que apresentava traumatismo generalizado no crânio e lesões na perna e no pescoço. Gleison estava desparecido desde o dia anterior.

Jornal Midiamax