Polícia

Gleison foi jogado no Inferninho após promessa de golpista de triplicar dinheiro com empresa falsa

Rapaz investiu cerca R$ 18 mil e foi asfixiado pelo golpista, concluiu polícia

Thatiana Melo Publicado em 27/04/2021, às 10h43

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Corpo foi encontrado na cachoeira do inferninho no dia 1º de maio de 2020. - (Foto: Leonardo de França/ Arquivo Midiamax)

A morte de Gleison da Silva Abreu no dia 1º de maio de 2020, teria acontecido depois da vítima perder entre R$ 15 e R$ 18 mil para Leandro Pereira Florenciado, de 38 anos, que criou uma empresa fantasma de lucros para que Gleison fizesse investimentos e triplicasse o valor investido.

O golpe criado por Leandro tinha até folders para demonstrar a licitude da empresa e convencer Gleison de que o investimento era certo, mas ele não poderia falar sobre a transação com ninguém. Nisso, a vítima acabou dando dinheiro para Leandro perdendo entre R$ 15 e R$ 18 mil, da venda de uma moto e de um acerto trabalhista, que esperava triplicar, mas acabou assassinado e o corpo jogado no inferninho.

Uma das hipóteses é que Gleison teria ido cobrar Leandro sobre os lucros do dinheiro investido, mas como tudo não passava de uma mentira acabou assassinado. Nesta segunda-feira (26) Leandro Pereira Florenciado, de 38 anos, e Agnaldo Freire Mariz, de 50 anos, foram presos no bairro Santa Emília. Agnaldo acabou preso por estar com drogas em casa.

O marido de Leandro foi encontrado morto em sua residência nesta segunda (26). Ele cometeu suicídio após a prisão do marido. Tanto Leandro como o marido eram investigados por estuprar uma criança de 9 anos e outra menina de 11 anos também teria sido vítima de abusos. O caso foi registrado na Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), nesta segunda, mas o fato teria ocorrido na última sexta-feira (23).

Relembre o caso

O corpo foi encontrado por um grupo de amigos que fazia trilha pela cachoeira, e os militares do Corpo de Bombeiros levaram cerca de três horas para retirá-lo do local. A vítima estava de barriga para baixo, não sangrava e apresentava rigidez. A suspeita é de que ele tenha sido desovado pela madrugada.

O corpo estava no local entre quatro e oito horas, e foi constatado que apresentava traumatismo generalizado no crânio e lesões na perna e no pescoço. Gleison estava desparecido desde o dia anterior.

Jornal Midiamax