Polícia

Acerto de contas: dois são presos por triplo assassinato em Campo Grande

Três pessoas foram executadas em novembro de 2020

Thatiana Melo e Dayene Paz Publicado em 14/04/2021, às 10h27

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Veículo onde uma das vítimas estava. (Marcos Ermínio, Midiamax)

Dois acusados pelo triplo assassinato que aconteceu no Jardim Sumatra, em Campo Grande, na madrugada do dia 31 de novembro de 2020 já foram presos e uma terceira pessoa identificada. Foram mortos a tiros de calibre .12 e .40, Weslley da Silva Rodrigues Alves, de 20 anos, Marco Antônio Cavalcante Américo, de 36 anos, e Alex Vilhagra Ifran, de 24 anos.

Segundo o delegado Gustavo Bueno da 5º Delegacia de Polícia Civil, uma terceira pessoa acusada do crime já teria sido identificada, mas ainda não foi presa, sendo que apenas dois foram presos pelo crime. Detalhes de como aconteceu a prisão não foram revelados, mas de acordo com Bueno uma coletiva de imprensa será marcada para a próxima semana para esclarecer os fatos.

O crime aconteceu quando Marco Antônio estava no veículo Ford Escort na frente de casa, quando três homens e uma mulher chegaram fortemente armados e ordenaram que ele saísse do carro. Ele não atendeu e logo foi assassinado com disparos de calibre 12 na cabeça. Weslley, que estava ao lado, foi morto com tiros de pistola calibre.40 e disparos de calibre 12 na cabeça, nas pernas, nas costas e quadril.

Alex Vilhagra Ifran, de 24 anos, havia acabado de chegar com a namorada e tentou correr, mas foi perseguido e morto com tiros de calibre .12 no pescoço e na mão direita. De acordo com a namorada, os criminosos não queriam deixar nenhuma testemunha viva, por isso o mataram. A moça disse aos policiais que após o ataque, os executores saíram em um veículo semelhante a um Renault Sandero, mas logo em seguida voltaram e atiraram contra ela, mas a pistola falhou. A única testemunha alegou desconhecer os autores e a motivação. Populares alegaram que a mulher que participou do triplo homicídio aparentava estar em estado em êxtase enquanto atirava.

O filho de Marco Antônio disse que o pai trabalhava como pedreiro e era bastante conhecido no bairro. Ele ainda falou que nunca ouviu o pai falar sobre ameaças, inimizades ou desentendimento com alguém que pudesse pensar em matá-lo.

Já o pai de Weslley, disse no dia do crime que seu filho havia ido ao encontro de Marco Antônio apenas para entregar uma chave que seria usada nos reparos do veículo, quando os executores chegaram atirando. Weslley morreu caindo entre o Escort e o muro da residência.

Uma testemunha disse que havia acordado no meio da noite para ir ao banheiro e beber água, quando escutou a série de disparos. Em seguida, ouviu um dos atiradores dizer: “Vamos embora, chega já, já derrubamos o cara”. Tal declaração sugere que uma das vítimas foi alvo de acerto de contas.

Jornal Midiamax