Polícia

Defesa quer alegar insanidade mental de rapaz que matou pai e filho e ateou fogo nos corpos

Em janeiro, a defesa de Rafael Ferreira Ponce, 31 anos, entrou com pedido de instauração de insanidade mental do réu, além de manifestar interesse em fazer a reprodução simulada dos fatos, uma ‘reconstituição’. O réu é acusado de assassinar Miguel Vieira e Bryan Gabriel Vaz Vieira, pai e filho, em 15 de setembro de 2019 […]

Renata Portela Publicado em 05/02/2021, às 14h03 - Atualizado às 14h16

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Em janeiro, a defesa de Rafael Ferreira Ponce, 31 anos, entrou com pedido de instauração de insanidade mental do réu, além de manifestar interesse em fazer a reprodução simulada dos fatos, uma ‘reconstituição’. O réu é acusado de assassinar Miguel Vieira e Bryan Gabriel Vaz Vieira, pai e filho, em 15 de setembro de 2019 em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande.

Conforme pedido da defesa, há alegação de uma testemunha que, após ser atropelado por um ônibus em Campo Grande, Rafael teria ficado ‘abobalhado’. Com isso, requereu instauração de insanidade mental do acusado. Também foi feito pedido da reprodução simulada dos fatos, uma espécie de reconstituição do dia do crime.

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva se manifestou na terça-feira (2), afirmando que para ser feita a reprodução simulada, a defesa deve elaborar quais pontos específicos quer esclarecer com a perícia requisitada. É aguardada agora manifestação da defesa.

Relembre o caso

Entre a noite do dia 15 de setembro de 2019 e o início da manhã do dia 16, Rafael teria assassinado Miguel e Bryan, pai e filho, com quem estava morando há aproximadamente um ano. Naquela noite eles bebiam juntos na residência e enquanto Bryan estava dentro da casa ele brigou com Miguel.

Durante a discussão, Rafael teria usado uma viga de madeira para golpear Miguel, que morreu na hora. Em seguida, ele foi para dentro da casa e deu um golpe na cabeça de Bryan, que também faleceu. O rapaz então arrastou os corpos das vítimas até o fundo da casa, onde havia um poço desativado.

Os corpos foram jogados no local e Rafael ainda ateou fogo. O caso só foi descoberto no dia 17, quando Rafael contou para um primo o que havia feito. O primo acionou a Polícia Militar, que fez a prisão do acusado.

Jornal Midiamax