Polícia

Crime passional é uma das linhas de investigação de assassinato de dono de conveniência

Uma das linhas de investigação para o assassinato brutal de Hugo Gonçalves Insabralde, de 29 anos, no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, é crime passional de acordo com o delegado da 3º Delegacia de Polícia Civil, Ricardo Meirelles. O autor do crime é procurado e ainda não foi encontrado. O crime aconteceu na noite […]

Thatiana Melo Publicado em 06/01/2021, às 09h04 - Atualizado às 15h31

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Uma das linhas de investigação para o assassinato brutal de Hugo Gonçalves Insabralde, de 29 anos, no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, é crime passional de acordo com o delegado da 3º Delegacia de Polícia Civil, Ricardo Meirelles. O autor do crime é procurado e ainda não foi encontrado. O crime aconteceu na noite de segunda-feira (4).

De acordo com o delegado, desentendimento entre os dois relacionado a uma mulher, que teria relacionamento com o autor, seria a motivação para o assassinato de Hugo. Se essa linha de investigação se confirmar, o crime pode ser classificado como hediondo porque teria sido praticado por motivo torpe.

Ainda de acordo com o responsável pela investigação, a namorada do autor também é procurada pela polícia já que existe a informação de que ela teria ajudado na fuga dele.

“Não sabemos se a mulher teria sido coagida ou agido de livre espontânea vontade na fuga do autor”, disse Meirelles. Outra linha levantada pelo delegado é de que Hugo teria pedido para o funcionário deixar a conveniência onde estava dormindo. Esse desentendimento também pode ter sido a motivação para o crime.

Ainda de acordo com Meirelles, no dia do crime, o funcionário de Hugo havia pedido para que a vítima ficasse no local já que ia fazer um churrasco, mas o dono da conveniência teria falado que ia sair e voltava quando a carne estivesse pronta. Foi nesse momento, que ao ver que não conseguiria ‘segurar’ Hugo no local, o autor cometeu o crime.

Crime passional é uma das linhas de investigação de assassinato de dono de conveniência
Delegado Ricardo Meirelles (Henrique Arakaki, Midiamax)

Imagens

Imagens de câmeras de segurança da conveniência mostram o momento em que Hugo Gonçalves Insabralde de 29 anos foi assassinado com dois tiros na cabeça, uma perfuração de faca no pescoço e nas costas, na noite desta segunda-feira (4), na Avenida Panamericana. O suspeito do crime, funcionário do local, fugiu em um Gol de cor branca depois do homicídio.

As imagens do crime são fortes e mostram quando o autor, que estava segurando um taco de sinuca em uma das mãos vai até a BMW quando Hugo abria a porta, sendo que neste momento ocorre mais uma discussão entre os homens, nisso, o autor saca um revólver da cintura e atira contra a vítima que cai no chão. Em seguida, o suspeito faz mais um disparo contra a cabeça do comerciante.

Após os tiros, o autor ainda golpeia várias vezes Hugo que fica no chão, com um taco de sinuca e depois com uma faca. O suspeito sai e entra na conveniência e minutos depois volta e continua com os golpes e agressões contra a vítima, que morreu em frente ao seu estabelecimento comercial.

Era como um ‘pai’

Antes de matar com dois tiros e com golpes de faca, o suspeito do crime teria dito a mãe de Hugo que o comerciante era como um ‘pai’ para ele.

A mãe de Hugo, Cecília Gonçalves de 49 anos, disse ao Jornal Midiamax que antes de cometer o assassinato, o suspeito estava reunido junto de todos na conveniência já que trabalhava no estabelecimento como gerente. “Ele (autor) fez pastéis para todos e ainda me disse que considerava meu filho como um pai, já que havia dado emprego e moradia para ele”, disse a dona de casa.

Cecília acredita que a briga que acabou na morte de seu filho tenha sido gerada por dinheiro, já que segundo a dona de casa Hugo era muito certo com a contabilidade de seu comércio e pode ter descoberto um possível desvio do caixa, que era de responsabilidade do suspeito. O suspeito estava trabalhando no local há 5 meses, e segundo informações estava dormindo na conveniência após a separação, já que não tinha local para ficar.

Jornal Midiamax