Polícia

Cidade da fronteira que vive onda de violência rejeita ‘estado de exceção’

Proposta apresentada pelo senador liberal Blas Llano foi recusada pela Junta Departamental de Pedro Juan Caballero

Marcos Morandi Publicado em 21/10/2021, às 09h45

Após chacina em Pedro Juan Caballero, senador pediu adoção de medidas mais duras, mas proposta foi recusada
Após chacina em Pedro Juan Caballero, senador pediu adoção de medidas mais duras, mas proposta foi recusada - Marciano Cândia

A Mesa Departamental de Amambay, durante sessão ordinária realizada na última terça-feira (19), emitiu uma resolução rejeitando o projeto de lei que declara o ‘estado de exceção’ em Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. O município vive onda de violência por causa da chacina ocorrida no dia 9 de outubro.

O documento do órgão departamental, apesar de rejeitar a medida, sugere que o senador Blas Llano, autor da proposta, mobilize as autoridades paraguaias encarregadas pelos órgãos ligados à Justiça para fazer o controle da entrada de estrangeiros no país.

Além disso, a resolução pede à Polícia Nacional, à FTC (Força Tarefa Conjunta), Ministério Público, Tribunal de Justiça e Migrações, que realizem um trabalho de forma contínua, conforme apropriado, de acordo com suas atribuições, para que a soberania nacional não seja violada.

Ainda segundo o Conselho Departamental, a deliberação de uma medida desse porte pode colocar em risco os princípios democráticos, uma vez que "ameaça a liberdade de toda a população ativa" do Departamento de Amambay, principalmente de pequenos, médios e grandes empresários, bem como de residentes universitários estrangeiros nascidos na cidade de Pedro Juan Caballero e em outros municípios.

O documento também afirma que a reação e preocupação dos cidadãos locais e o registro dos movimentos comerciais de entrada e saída de pessoas, turistas, visitantes e estudantes estrangeiros pode ser entendida como afronta aos direitos de cada cidadão paraguaio.

Jornal Midiamax