Polícia

Chefe de organização no contrabando de cigarros é condenado a 10 anos

Cargas de cigarros contrabandeadas pela organização variavam entre R$ 2 e R$ 5 milhões

Thatiana Melo e Mayara Bueno Publicado em 23/09/2021, às 09h48

None
(Arquivo)

Foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, Francisco Job da Silva Neto, apontado pela polícia como o chefe da organização criminosa no contrabando de cigarros vindo do Paraguai. As cargas contrabandeadas pela organização criminosa variavam em torno de R$ 2 a R$ 5 milhões. Francisco foi preso na Operação Trunk, em 2019.

Também foi condenado Paulo Henrique Xavier a 9 anos de prisão. Paulo seria o batedor das cargas que saiam de Ponta Porã com destino a Campo Grande. A condenação foi publicada pela 3º Vara Federal de Campo Grande, nesta quarta-feira (22). 

A denúncia foi recebida pelo juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande contra 16 envolvidos em esquema de contrabando de cigarro desarticulado pela Polícia Federal durante a Operação Trunk, deflagrada em 31 de julho de 2019, em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraíba. De acordo com o Ministério Público Federal, policiais corruptos eram peça chave da organização por facilitarem a passagem de cargas. O grupo dispunha, inclusive, de núcleo de cooptação de policiais.

Policiais rodoviários federais envolvidos no esquema

Entre os policiais denunciados estão os PRFs Moacir Ribeiro da Silva Neto e Alaércio Dias Barbosa. Além deles, outros policiais também serão investigados por prestarem serviços aos contrabandistas como motorista, “olheiros”, “mateiros” e “batedores”. Por este motivo, a Justiça Federal deferiu desmembramento e remessa do processo, como compartilhamento de provas, à Justiça Militar Estadual para apurar a participação de policiais militares.

Conforme descrito pela denúncia, a organização desmontada na Operação Trunk era chefiada por Francisco Job da Silva Neto e José Antônio Mizael Alves, que detinham controle sobre todas as funções dos demais membros do grupo. Fernando da Silva, Paulo Henrique Xavier e Irismar Gadelha Soares eram do núcleo operacional e de apoio logístico, com batedores avançados e aqueles que exerciam função de gerência. Em seguida na escala hierárquica vinha o núcleo financeiro controlado por Elaynne Cristina Dantas de Faria, o núcleo de cooptação dos policiais e o núcleo dos policiais.

Denunciados

Foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, contrabando e corrupção ativa, cada um de acordo com sua participação: Francisco, Mizael, Elaynne, Fernando, Paulo, Irismar, Moacir, Alaércio, André Venâncio da Silva Melo, João Miranda Luciano, Ridag de Almeida Dantas, Carlos Magno Pinto Ramos, Gabriel Ferreira Britto, Deine Benício da Silva, Joisemeire Santos Benites e Wladmiri Farina Júnior.

Jornal Midiamax