Polícia

‘Terrorista’ e mais quatro são condenados a 91 anos de prisão por degolarem mulher em MS

Julgamento durou 14 horas pela execução em tribunal do crime do PCC

Thatiana Melo Publicado em 10/09/2021, às 05h50

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(Foto: Jornal da Nova)

Foram 14 horas de julgamento que acabou na condenação a 91 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão para os quatro membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que assassinaram Márcia Aparecida Vanderlei, de 33 anos, na cidade de Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande.

Márcia foi degolada depois de passar por um tribunal do crime do PCC, em dezembro de 2019. O julgamento dos acusados acabou por volta das 22h30 da noite desta quinta-feira (9), condenando Leocir Maraschin, de 31 anos, vulgo “Léo do PCC”, a 24 anos e 9 meses de reclusão, sendo que a segunda maior pena foi de Paulo Renato Gomes, de 29 anos, o “Mensageiro”, que matou a vítima, 19 anos e três meses.

Já Daiane Aparecida dos Santos Afonso, de 26 anos, a “Terrorista”, foi condenada em 16 anos e seis meses de prisão, Luiza Lucas da Silva, de 23 anos, esposa do mandante do crime, pegou 14 anos e três meses de reclusão e Wendel Rodrigo Gomes da Silva, de 24 anos, vulgo “Arcanjo”, 16 anos, sete meses e 15 dias de prisão, segundo o site Jornal da Nova.

O crime

No dia 14 de dezembro de 2019, Paulo Renato sob autorização e comando de Leocir Maraschin e contando com as participações dos denunciados Daiane Aparecida, Luiza Lucas e Wendel Rodrigo, mataram Márcia Aparecida Vanderlei com golpes de faca. A vítima foi degolada e o corpo encontrado em meio a um matagal.

Dias antes do assassinato, Márcia teria se desentendido com Daiane e Luiza por causa de uma audiência em que Márcia também figurava como vítima e o denunciado era Leocir, marido de Luiza, segundo o site Jornal da Nova.

Conforme a denúncia do MP, Márcia já havia sido mantida em cárcere privado anteriormente pela facção criminosa já que seu comportamento não vinha agradando aos membros do PCC.

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