Polícia

Antes de ser preso, suspeito pela morte de ‘Chicharô’ é atingido em confronto

Com ele, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal de guerra, como fuzil, metralhadoras e pistolas

Marcos Morandi Publicado em 27/09/2021, às 10h47

Suspeito pelo assassinato de 'Chicharô' foi atingindo durante confronto com a polícia paraguaia
Suspeito pelo assassinato de 'Chicharô' foi atingindo durante confronto com a polícia paraguaia - Via WhatsApp

Antes de ser preso pela Polícia Nacional do Paraguai, na madrugada desta segunda-feira (27), no Distrito de Itaraná, no Departamento de Canindeyú, Juan Ramón Ruiz Diaz Flores, 62 anos, trocou tiros com a polícia e foi atingido com um tiro na perna esquerda. Ele é um dos principais suspeitos pela execução do político paraguaio Carlos Rubén Sánches Garcete, conhecido como ‘Chicharô’.

Com o suspeito preso nesta madrugada os policiais encontraram um verdadeiro arsenal de guerra, como fuzil, metralhadoras, pistolas e muita munição. Ele já vinha sendo investigado pela execução de ‘Chicharô’. O crime aconteceu no dia 7 de agosto dentro da própria casa do suplente de deputado pelo partido colorado.

O confronto entre agentes da Polícia Nacional do Paraguai e Juan Flores, que já estava sendo procurado, ocorreu na colônia Ybycui, a 25 quilômetros de Capitán Bado, cidade paraguaia que faz fronteira com Coronel Sapucaia.

Acusado de crimes nos dois lados da fronteira e com ordem de prisão no Paraguai e no Brasil, Juan Flores é apontado como mandante da execução do ex-suplente de deputado paraguaio Carlos Rubén Sánchez Garcete, o “Chicharô”, 44, ocorrida no dia 7 de agosto deste ano em Pedro Juan Caballero, cidade-gêmea de Ponta Porã (MS).

Segundo a Polícia Nacional, a execução do político paraguaio em Pedro Juan Caballero, ocorreu no marco de uma longa guerra desencadeada entre facções mafiosas que disputam o controle do narcotráfico em cidades paraguaias que fazem fronteira com o Mato Grosso do Sul.

A briga pelo domínio territorial em cidade como Capitan Bado, na divisa com Coronel Sapucaia e Pedro Juan Caballero, que faz fronteira seca com Ponta Porã, segundo investigadores da Polícia Nacional do Paraguai, foi pelo oferecimento de uma recompensa pela morte do político, que estaria ligado ao narcotráfico internacional.

Jornal Midiamax