Polícia

Suspeito de assassinar ‘Chicharô’ é preso com arsenal de guerra

Com o acusado preso nesta madrugada, os policiais encontraram fuzil, metralhadoras, pistolas e muita munição

Marcos Morandi Publicado em 27/09/2021, às 07h50

Durante a prisão do suspeito, polícia encontrou arsenal de guerra
Durante a prisão do suspeito, polícia encontrou arsenal de guerra - Policia Nacional

A Polícia Nacional do Paraguai prendeu, na madrugada desta segunda-feira (27), no Distrito de Itaraná, no Departamento de Canindeyú, Juan Ramón Ruiz Diaz, de 62 anos. Ele um dos principais suspeitos pela execução do político paraguaio Carlos Rubén Sánches Garcete, conhecido como ‘Chicharô’.

Com o suspeito preso nesta madrugada os policiais encontraram um verdadeiro arsenal de guerra, como fuzil, metralhadoras, pistolas e muita munição. Ele já vinha sendo investigado pela execução de ‘Chicharô’. O crime aconteceu no dia 7 de agosto dentro da própria casa do suplente de deputado pelo partido colorado.

Segundo a Polícia Nacional, a execução do político paraguaio em Pedro Juan Caballero, ocorreu no marco de uma longa guerra desencadeada entre facções mafiosas que disputam o controle do narcotráfico em cidades paraguaias que fazem fronteira com o Mato Grosso do Sul.

A briga pelo domínio territorial em cidade como Capitan Bado, na divisa com Coronel Sapucaia e Pedro Juan Caballero, que faz fronteira seca com Ponta Porã, segundo investigadores da Polícia Nacional do Paraguai, foi pelo oferecimento de uma recompensa pela morte do político, que estaria ligado ao narcotráfico internacional.

Há rumores de que a cabeça de ‘Chicharô’ teria sido encomenda por US$ 1 milhão de dólares. Carlos Rubén Sánchez Garcete foi fuzilado com mais de 50 tiros e a execução do político teria acontecido em virtude de uma traição orquestrada por uma pessoa que estaria participando de uma festa iniciada na noite anterior ao crime.

 Na linha investigativa que está sendo tomada pela polícia paraguaia, os pistoleiros que atacaram a propriedade fortificada de ‘Chicharô’, sabiam o momento exato e o local onde seus três guardas civis deveriam estar. O esconderijo onde o político se refugiou nos últimos tempos está localizada na esquina das ruas Aquidabán e Mariscal López no bairro Mariscal Estigarribia da capital Amambay.

O local possui um muro de cerca de 3 metros e meio de altura, além de uma cerca eletrificada, a porta de entrada possui grelha e dupla blindagem com chapa de aço. A entrada do imóvel, que é totalmente monitorada por câmeras de TV, tem dois portões aéreos à prova de balas com um espaço de 20 metros entre um e o outro.

O crime aconteceu no dia 7 de agosto, dentro da própria casa do político que era suplente de deputado federal

Jornal Midiamax