Polícia

Acusado de matar homem por engano durante baile funk em Campo Grande é absolvido

Vítima foi assassinada a tiros

Renata Portela Publicado em 19/11/2021, às 15h24

Réu foi absolvido quatro anos após o crime
Réu foi absolvido quatro anos após o crime - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Michael Vinícius Pereira da Silva Esquiviel foi absolvido em julgamento nesta sexta-feira (19), pelo homicídio de João Carlos Benites Fernandes, em março de 2017. A vítima tinha 17 anos e foi morta a tiros durante um baile funk, no Itamaracá, em Campo Grande, mas teria sido assassinada por engano.

O Conselho de Sentença decidiu por absolver Michael, após o defensor público Rodrigo Stochiero sustentar tese pela negativa de autoria e também falta de provas. Michael já respondia ao processo em liberdade e contou que vendeu a arma do crime para um conhecido, por R$ 1,5 mil na época.

Homicídio

Durante o julgamento, Michael contou que respondia a um inquérito por tentativa de homicídio contra Maickon Alves Marques, que foi assassinado em julho de 2017. Michael e Maickon tinham uma briga e, naquele baile funk, Maickon seria o alvo do réu. No entanto, os disparos da arma de fogo atingiram João na cabeça.

O réu alegou que se escondeu após o crime e que decidiu se apresentar após conversar com um tio. A intenção inicial era fugir para o estado de São Paulo, mas ele acabou desistindo depois de conversar com o familiar — que, segundo ele, já cumpriu pena.

Michael relatou que voltou para a casa apenas às 13h do dia seguinte ao crime. Antes, por volta das 5h, ele foi para uma chácara, onde ficou escondido, e depois para a residência de uma conhecida, onde permaneceu até por volta das 10h. “Gastei um pouco do dinheiro que vendi a arma para ficar escondido, e R$ 1000 dei para o advogado quando me apresentei”, alega.

Questionado pela promotoria sobre o motivo de não ter apresentado a arma do crime na delegacia, Michael alegou que não tinha dinheiro para comprá-la do conhecido para o qual vendeu. Ele se apresentou na delegacia durante a fase do inquérito policial, e por isso respondeu ao processo em liberdade.

O réu afirmou que “Maickon não era flor que se cheira”, e que já teria se envolvido “em um outro rolo”, quando um motorista de aplicativo, de 32 anos, foi baleado no Jardim Campo Alto no dia 23 de julho de 2017. Joaquim Rodrigues de Oliveira, de 58 anos, e Antônio Marques, de 72, morreram após troca de tiros entre eles. Testemunhas afirmaram que Maickon teria participado do tiroteio.

Jornal Midiamax